março 06, 2006

Óscares 2005 - A imagem do ano

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Ang Lee vai receber o Óscar de Melhor Realizador. Paul Haggis aplaude. Mal ele sabe o que vai acontecer a seguir. A prova de que nem tudo o que parece é!

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:40 PM | Comentários (3)

Óscares 2005 - A cerimónia em imagens

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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:19 PM | Comentários (0)

Óscares 2005 - Os Justiçados

King Kong
A Academia achou que o filme não merecia honras de categorias principais. Mas das quatro que recebeu nas cates técnicas, venceu três. Justissimo para um dos filmes do ano, um dos melhores a nivel técnico da história do cinema.

Memoirs of a Gueisha
Ao contrário de Kong, o filme de Rob Marshall não merecia honras "superiores". Mas o seu trabalho técnico foi brilhante, e bem recompensado. Ficou a faltar o prémio para John Williams.

George Clooney
O embaixador do liberalismo de Hollywood não podia deixar uma noite tão simbólica como esta, de mãos a abanar. O prémio, não o merecia, mas pelo seu trabalho e pelo seu papel na sociedade norte-americana dos nossos dias, George Clooney é uma figura impar que merece todo o reconhecimento.

Rachel Weisz
Ralph Fiennes devia ter estado lá. Não esteve. Ficou Rachel Weisz a defender a honra de Constant Gardener. Uma vitória mais do que justa da actriz britânica, que assim se confirma como um dos nomes a seguir nos próximos anos. Pode ser que volte um dia para buscar mais qualquer coisa.

Le Marche de L´Empereur
Um belissimo e corajoso documentário que nem todos têm estofo para fazer. Uma vitória que era previsivel mas que também é completamente justa. O lado mais poético da vida animal, como poucas vezes se viu.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:36 AM | Comentários (2)

Óscares 2005 - Os Injustiçados

Steven Spielberg
O seu Munich era o melhor dos cinco filmes a concurso e saiu do Kodak Theatre sem qualquer estatueta. Tal como War of the Worlds. Um ano para esquecer!

Joaquin Phoenix
O seu Johnny Cash bate aos pontos o Capote de Seymour Hoffman, e é claramente a alma do filme, e não Reese como pareceu. Mas na noite em que Walk the Line só subiu uma vez ao palco, Phoenix teve de ficar sentado a ouvir o discurso da colega. Uma derrota que não merecia!

Good Night and Good Luck.
É um dos melhores filmes do ano e saiu do Kodak Theatre sem qualquer estatueta das seis para que estava nomeado. Clooney levou a sua "prenda", mas o seu filme não merecia esta razia!

Woody Allen
Havia algum argumento melhor que Match Point entre os nomeados? Obviamente a resposta é "Não!"

Paul Giamatti
Clooney foi compensado pela razia do seu filme. Com isso, pelo terceiro ano seguido, Paul Giamatti ficou a olhar para os outros no palco. Va lá, ao menos desta vez deixaram-no ir à cerimónia. Pode ser que, a este ritmo, daqui a uns anos saia vencedor!

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:30 AM | Comentários (0)

Óscares 2005 - Notas sobre a cerimónia

Uma cerimónia que começou muito bem, foi adormecendo lentamente face à previsibilidade da maioria das categorias, e que acabou de forma surpreendente. Uma noite bem passado com os seus altos e baixos.

Apresentação
Chris Rock foi polémico e não voltou. Jon Stewart teve a dificil missão de gerir um ano extremamente politizado. Mas isso é o que ele sabe fazer melhor e provou que tem nivel para apresentar os Óscares. Um começo brilhante, com gags e momentos de altissima qualidade, e uma imensa sobriedade para controlar a cerimónia, mesmo nos seus momentos mais maçadores. Num ano marcado por muitos clips, notou-se o dedo da sua equipa do Daily Show, que desde a genial abertura até às "campanhas ficticias" provou ser a equipa certa para o trabalho. Sem a genialidade de um Billy Crystal, mesmo assim Jon Stewart ganhou o direito de voltar para o ano!

Cerimónia
A polémico do ano passado resultou e voltou todo ao modelo anterior. Todos os vencedores puderam subir ao palco, só o discurso final teve de ser interrompido pela banda, e foi tudo muito calmo e ordeiro. Os clips da Academia foram pautando o ritmo, os discursos foram muito contidos (tirando, claro está Reese e Paul Haggis), e as três horas passaram-se bem. Mesmo assim continua a ser uma cerimónia demasiado longa para quem não é propriamente um "viciado" nas estatuetas douradas.

Surpresas

Até ao final, a ideia era que a única grande surpresa era a vitória de Hustle and Flow em melhor tema. Um verdadeiro balão de ar fresco na cerimónia e uma vitória bem merecida. Até porque as trocas entre Brokeback e Memoirs, em fotografia e banda sonora, pareciam nem incomodar.
Mas 2005 ficará marcado obviamente pelo gigantesco upset que foi a vitória de Crash, mesmo depois de Ang Lee ter subido ao palco, confiante que a noite era toda dele. Não foi, e a história tratará de escrever o resto!

Três
É o número mágico da edição deste ano.
Ninguém levou mais do que três óscares para casa. Crash, Brokeback Mountain, King Kong e Memoirs of a Gueisha foram os filmes mais premiados, com as tais 3 estatuetas. Com 1 prémio cada houve Capote, Walk the Line, Syriana, The Constant Gardener, Narnia e Hustle and Flow.
Munich e Good Night and Good Luck. ficaram a zero!

Melhores Discursos
Num ano muito maçador em termos de discursos, George Clooney até que abriu bem a contenda, mas depois foi preciso esperar pelos Three 6 Mafia para voltar-mos a vibrar com uma aceitação. Reese Whiterspoon e Paul Haggis estiveram a bom nivel, mas a monotonia foi geral.

Melhores Apresentadores
Ben Stiller abriu muito bem e Will Ferrell e Steve Carrell também se mostraram a bom nivel. Lilly Tomlin e Meryl Streep deram show na homenagem a Altman. Mas Jack Nicholson, com o sorriso cumplice de quem já sabia que ali havia coisa, foi a escolha perfeita para encerrar.

Previsões do Hollywood
Quatro categorias falhados. Melhor Banda Sonora (Brokeback venceu a aposta, Memoirs of a Gueisha), Fotografia (aqui a situação foi a inversa, com Memoirs a bater Brokeback), Melhor Tema (Hustle and Flow bateu Crash) e claro, Melhor Filme (pessoalmente, a primeira vez que falho desde que comecei a fazer "oscarwatching").
Um registo superior ao do ano passado (seis falhas) mas superior ao melhor registo de sempre (2003, um erro apenas).

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:12 AM | Comentários (2)

Um pensamento...

Em 2003 o grande vencedor da noite foi The Return of the King. Em 2004 o grande campeão foi Million Dollar Baby.
Dois filmes que caminham tranquilamente para o titulo de obras-primas.
E daqui a dez anos, o que vai acontecer a Crash? Provavelmente estará no topo das listas dos piores filmes de sempre a vencerem o óscar de melhor filme...apenas uma ideia para se ter a noção do que aconteceu no Kodak Theatre!

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:09 AM | Comentários (7)

O Grande Vencedor - A Consagração do Cinema Mosaico

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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:07 AM | Comentários (4)

O Grande Derrotado - It´s Hard Out There For A Gay Film

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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:05 AM | Comentários (2)

Óscares 2005 - O Preconceito de Hollywood

Ainda Jack Nicholson estava a anunciar os nomeados e já se escrevia certamente, um pouco por todo o lado, que este seria o ano em que Hollywood teria a coragem de acabar com um dos seus maiores tabus. Não foi. Por isso, a edição deste ano dos óscares será menos a da vitória de Crash, e mais a da derrota de Brokeback Mountain. Afinal, o preconceito na Academia é bem mais forte do que se pensava.
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Tudo bem que Crash foi o filme que mexeu com a Academia, desde a sua estreia. Mas nem é um filme do outro mundo, nem venceu praticamente nenhum prémio este ano (nem nomeação para os Globos teve). Era um filme de uma cidade, e os óscares nunca foram apenas Los Angeles. Por outro lado, este foi o ano em que Hollywood se politizou, e em vez de apostar em nomeações de filmes como King Kong ou Walk the Line, optou por abordagens mais politico-sociais.
No final de contas, todos achavam que eram favas contadas para Brokeback Mountain. Tinha ganho tudo o que havia para ganhar com tal facilidade, que só aqueles que temiam o preconceito da Academia se mostravam nervosos. Mas "nervosos com quê?" perguntavam aqueles que acreditavam que, no ano em que se assumia definitivamente como um meio liberal, Hollywood estaria disposta para premiar um filme ousado (e nem tão ousado como isso se for-mos a ver bem) como Brokeback Mountain.

Não teve. Preconceito? Certamente que sim. Crash não ganhou porque apaixonou Hollywood. Se assim fosse não tinha saido do Kodak Theather com três estatuetas douradas, perdendo inclusive a de melhor música para Hustle and Flow.
Crash pode ter sido um filme que mexeu com os membros da Academia, mas com outros nomeados (Munich era muito débil, Good Night muito politico e Capote muito inócuo) isso dificilmente teria acontecido. Aliás, Crash entra para a galeria como um dos filmes de menor valor a conquistar o prémio máximo da indústria. Não que não fosse melhor que Brokeback. É-o, claramente! Mas no final de contas, nem é tanto isso que está em causa.
A vitória de Crash é a derrota de Brokeback. E a derrota de Brokeback é a derrota da liberdade de expressão, do cinema de coragem, capaz de abraçar os tópicos mais polémicos.
Crash não é polémico. É socialmente correcto. Tudo o que ali está é uma utopia sociológica muito interessante, mas que no final de contas, não acrescenta nada ao mundo em que vivemos. Brokeback tinha tocado as pessoas (e as instituições de cinema) porque trazia esse arrojo, essa vontade de marcar a diferença. Mas como deu para ver, mesmo em pleno século XXI, o conservadorismo continua a reinar em Hollywood.

Curiosa foi também a divisão de prémios. Nenhum filme venceu mais do que três estatuetas, algo que, se não é inédito, é de uma raridade imensa. E porquê?
A divisão que Hollywood quis fazer entre politica e entertenimento causou esta separação. Tecnicamente os dois melhores filmes, Memoirs of a Gueisha e King Kong, ficaram com os prémios do seu meio. Socialmente, Crash e Brokeback, ficaram com os três do seu. E se Crash tivesse realmente mexido com as pessoas, como se falou tanto, Ang Lee teria perdido. Mas não. Eles perceberam a sua coragem e sensibilidade e premiaram um cineasta estrangeiro que é também o exemplo da integração em Hollywood. Como premiaram o guião de Larry McMurty e Diana Ossana. Mas na hora H, voltaram com o pé atrás e provocaram um dos maiores upsets da história da Academia.
Há muito, muito tempo, que os óscares não ofereciam uma surpresa no último minuto! Pena é que tenha sido uma surpresa assim.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:40 AM | Comentários (19)

Óscares 2005 - Os Vencedores

Melhor Filme - Crash
Melhor Realizador - Ang Lee (Brokeback Mountain)

Melhor Actor - Philiph Seymour Hoffman (Capote)
Melhor Actriz - Reese Whiterspoon (Walk the Line)
Melhor Actor Secundário - George Clooney (Syriana)
Melhor Actriz Secundária - Rachel Weisz (The Constant Gardener)

Melhor Argumento Original - Crash
Melhor Argumento Adaptado - Brokeback Mountain

Melhor Filme Estrangeiro - Tsotsi
Melhor Documentário - Le Marche de L´Empereur
Melhor Filme Animado - Wallace and Gromitt : The Curse of the WhereRabitt

Melhor Banda Sonora - Brokeback Mountain
Melhor Tema - It´s Hard Out There For a Pimp
Melhor Som - King Kong
Melhor Efeitos Sonoros - King Kong

Melhor Fotografia - Memoirs of a Gueisha
Melhor Direcção Artistica - Memoirs of a Gueisha
Melhor Guarda Roupa - Memoirs of a Gueisha
Melhor Maquilhagem - Chronicles of Narnia

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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:28 AM | Comentários (1)

Óscares 2005 - Melhor Filme

A surpresa absoluta!
A Academia não ganhou coragem para premiar a história de amor homossexual de Brokeback Mountain e quem saiu a ganhar foi Crash.
O filme que Hollywood amou e continuou a amar, mesmo passado um ano da sua estreia, bateu a história de amor de Jack e Ennis que parecia imparável.
Uma vitória surpresa - não que os sinais não estivessem lá - mas porque se pensava que num ano de coragem, a Academia iria ter estomago para premiar um filme como Brokeback Mountain. Não teve e Crash saiu a ganhar. Não era o melhor filme do ano, não era o melhor filme dos nomeados, mas foi o filme que mexeu com o coração dos membros da Academia. E como a história o prova, isso conta. E muito!
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:26 AM | Comentários (6)

Óscares 2005 - Melhor Realizador

Desde que se começou a falar em Brokeback Mountain, automaticamente começou a desenhar-se a vitória de Ang Lee.
Depois de duas derrotas (Sense and Sensibility e Crounching Tigger Hidden Dragon), foi a vitória esperada na noite da consagração do seu cinema emotivo e extremamente poético. Uma vitória altamente festejada pela equipa de Brokeback Mountain e pelo realizador natural de Taiwan.
Um discurso emocionado, como se esperava, mas sempre controlado. Tipico de um talentoso realizador como é Ang Lee!
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:21 AM | Comentários (0)

Óscares 2005 - Melhor Argumento Original

Crash favorito. Crash vencedor!
O trabalho de Paul Haggis (e de Bobby Moresco) neste filme mosaico sobre o conflito racial em Los Angeles convenceu tudo e todos desde a sua primeira exibição. A vitória nos óscares era mesmo inevitável. E assim se compensou o falhanço do ano passado, em que o argumentista - agora também realizador - perdeu o óscar para Jim Taylor e Alexander Payne.
Quem ficou a perder (injustamente) foram os fabulosos guiões de Match Point e Good Night and Good Luck.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:15 AM | Comentários (2)

Óscares 2005 - Melhor Argumento Adaptado

Diana Ossana e Larry McMurty criaram o universo de Brokeback Mountain a partir do conto de Annie Proulx.
A vitória na categoria de melhor argumento adaptado era mais do que provável e inevitável. O trabalho de argumento é uma das bases do filme de Ang Lee, e McMurty desforra das derrotas nos filmes com Peter Bogdanovich.
Uma vitória que coloca Brokeback Mountain como o inevitável vencedor. A não ser que Hollywood nos queira mesmo surpreender!
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:11 AM | Comentários (0)

Óscares 2005 - Melhor Actriz

Duelo entre Felicity Huffman e Reese Whiterspoon desde que a temporada começou. Mas a "namoradinha da América" era a alma de Walk the Line para os norte-americanos e estava escrito que iria subir ao palco para receber o óscar de melhor actriz.
E o facto é que a vitória de Reese Whiterspoon confirma a previsibilidade dos prémios de actuação da edição deste ano. O discurso da actriz foi igualmente o que se esperava, emotivo, com a lágrima no canto do olho. Um dos melhores momentos da noite!
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 04:03 AM | Comentários (1)

Óscares 2005 - Melhor Fotografia

Mais um duelo entre Brockeback Mountain e Memoirs of a Gueisha. O filme de Rob Marshall parecia levar vantagem antes da cerimónia, mas perdeu o primeiro round.
E aqui o óscar foi para Memoirs of a Gueisha, trabalho de Dion Beebe, que bateu o belissimo trabalho de Rodrigo Prieto. Mais uma pequena surpresa, desta vez ao contrário, mas a verdade é que Brokeback está talhado para os grandes prémios.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:57 AM | Comentários (1)

Óscares 2005 - Melhor Actor

Um dos prémios mais cobiçados, a verdade é que há muito que o prémio de melhor actor parecia ter dono.
E ás vezes o que parece é, e Philiph Seymour Hoffman deu o salto de uma carreira recheada de pequenos papeis secundários, com um desempenho de uma vida no filme Capote.
Uma vitória previsivel - atrevo-me a dizer, injusta - mas que segue um espirito habitual na Academia. O de premiar um actor popular na indústria, que por um papel especial ganha contornos de autêntica estrela de cinema. A nova estrela chama-se Seymour Hoffman. Um discurso verdadeiramente emotivo, bem ao seu estilo!

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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:45 AM | Comentários (3)

Óscares 2005 - Melhor Montagem

Sem Brokeback Mountain a lutar pela estatueta, a luta ficou entre Crash, Munich e Constant Gardener.
A vitória coube ao filme de Paul Haggis, Crash, como já era esperado desde a sua vitória nos Eddies.
É a primeira vitória de Crash na noite, depois da surpreendente derrota em Melhor Tema. Primeira de duas vitórias que se perfilam esta noite para o filme que todos gostaram, mas que poucos acabaram por premiar.

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Isto depois da melhor piada da noite de Jon Stewart, à volta de Scorsese e do seu "azar" aos óscares.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:42 AM | Comentários (1)

Óscares 2005 - Melhor Filme Estrangeiro

Categoria polémica, muito por causa do efeito que Paradise Now teve na comunidade judaica norte-americana que apresentou uma petição contra o filme palestiniano.
No final de contas a polémica resultou, e Tsotsi saiu vencedor.
Uma vitória de um filme que é um pouco do Cidade de Deus sul-africano, mas que benificia directamente do affair Paradise Now.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:40 AM | Comentários (1)

Óscares 2005 - In Memoriam

Teresa Wright!
Pat Morita!
Robert Newmyer
Dan O´Herlihy
Vincent Schiavelli
Joe Ranft
Moira Shearer
Fayard Nichols
Joel Hirschorn
Sandra Dee
John Fiedler
Antohny Franciosa
Stu Linder
Barbara Bel Gedes
Moustapha Akkad
Chris Penn
John Mills
Robert Knudson
Simone Simon
Debra Hill
Onna White
Robert Schiffer
Guy Green
Brock Peters
Ernest Lehman
Shelley Winters
Anne Bancroft
John Box
Eddie Albert
Ismaeil Merchant
Robert Wise
Richard Pryor

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:33 AM | Comentários (0)

Óscares 2005 - Melhor Efeitos Sonoros

Com mais um clip, ao estilo do Daily Show de Jon Stewat, a abrir, foi anunciado o grande vencedor em edição sonora.
King Kong partia como o favorito e confirmou todo o seu favoritismo. O terceiro óscar da noite para o filme de Peter Jackson, o brilhante épico fantástico que a Academia relegou para as categorias técnicas.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:29 AM | Comentários (1)

Óscares 2005 - Melhor Tema

Três nomeados apenas e vitória surpresa para Hustle and Flow. A exibição dos Three 6 Mafia foi brilhante, injectando vida à cerimónia que estava a adormecer levemente.
Um emotivo discurso de agradecimento dos compositores de It´s Hard Out There for A Pimp, um dos grandes momentos da noite.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:24 AM | Comentários (3)

Óscares 2005 - A Homenagem a Altman

Um dos maiores realizadores dos últimos trinta anos do cinema norte-americano. Recebeu várias nomeações, mas nunca venceu. Agora a Academia presta-lhe homenagem!

O cineasta subiu ao palco comovido, depois de uma brilhante apresentação de Meryl Streep e Lilly Tomlin, e de um clip com os seus melhores filmes.
Uma grande ovação, e um discurso marcado por nostalgia do passado, e por um profundo agradecimento à Academia (que nunca o premiou em competição), à familia e ao mundo do cinema. Com uma nota de humor a fechar, Altman conquistou a plateia.

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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:14 AM | Comentários (1)

Óscares 2005 - Melhor Som

Uma categoria complexa, tal era o equilibrio.
No final de contas a vitória de King Kong surge de forma natural. Não é por acaso a escolha da Academia, já que o filme de Peter Jackson é um dos filmes técnicos mais perfeitos da história do cinema.

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Jake Gyllenhall apresentou antes uma homenagem aos épicos da história do cinema. A Academia preparou vários clips brilhantes sobre a sua história numa cerimónia com um ritmo muito bom, e uma aura quase bigger than life!

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:02 AM | Comentários (1)

Óscares 2005 - Melhor Banda Sonora

Uma duelo entre John Williams e Gustavo Santaolalla, antecipado há varias semanas, fez desta categoria uma das mais disputadas do ano.
O vencedor do duelo foi Gustavo Santaolalla, o primeiro prémio da noite para Brokeback Mountain. Uma vitória que não é inesperada, mas que no fundo é uma das grandes injustiças da noite. Começa-se a desenhar o final, e o efeito surpresa de Crash começou a deixar de fazer sentido. Tudo indica uma vitória expressiva do filme de Ang Lee.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:51 AM | Comentários (2)

Óscares 2005 - O discurso do Presidente da Academia

Sid Ganis, novo presidente da Academia, fez o seu primeiro discurso à comunidade.
A mensagem liberal, o elogio ao avanço tecnologico, e a ode ao valor do cinema como arte, foram a tónica dominante do seu discuro. O elogio a New Orleans, e à ajuda da indústria cinematográfica a combater o efeito do furacão Katrina, foram a cereja no topo do bolo!

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Antes, Samuel L. Jackson fez critica social e politica, num discurso especial que a Academia preparou no ano em que Hollywood decidiu politizar-se ao máximo. Isto na apresentação de um clip que demonstra isso mesmo, a longa história que Hollywood tem em defender causas e ideais. O curioso é contar quantos filmes foram realmente galardoados com estatuetas douradas!

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:44 AM | Comentários (2)

Óscares 2005 - Melhor Direcção Artistica

Memoirs of a Gueisha!
Favorito e vencedor. Recriando uma cidade clássica do Japão num vale da Califórnia, o trabalho de direcção artistica de Memoirs é fabuloso. O óscar, justo!

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In the Deep, cantado por Kathleen "Bird" York, do filme Crash, foi o segundo tema a ser ouvido no Kodak Theather. O favorito sentimental para levar o óscar para casa!

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:35 AM | Comentários (2)

Óscares 2005 - Melhor Documentário

Le Marche de L´Empereur foi um dos maiores sucessos do ano nos Estados Unidos, o filme francês mais bem sucedido da história na América.
O óscar era uma inevitabilidade. Um dos óscares mais fáceis de prever. Quem consegue parar a história de amor entre os pinguins? A noite de glória de Luc Jacquet!
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:23 AM | Comentários (3)

Óscares 2005 - Melhor Documentário de Curta-Metragem

A vitória na categoria de melhor documentário no formato de curta-metragem foi para A Note of Triumph, um documentário sobre o final da 2º Guerra Mundial, sob a perspectiva de Norman Coen, realizado por Eric Simonson e Corinne Marrinan.

A homenagem ao cinema noir, feito pela sempre encantadora Lauren Bacall, marcaram a ideia de que Hollywood quis este ano marcar uma posição em relação ao mundo, mas também em relação à sua própria história ao homenagear um genero que era a antitese do cinema de estúdio. É o ano do cinema independente, das ideias livres, e dos autores em Hollywood.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:21 AM | Comentários (0)

Óscares 2005 - Balanço da primeira hora

Grande abertura de Jon Stewart, e óscares mais do que previsiveis.
George Clooney, Rachel Weisz, Wallace and Gromitt, Memoirs of a Gueisha e King Kong eram vencedores esperados, e as expectativas confirmaram-se.
A noite tem sido bem disposta, tanto por parte de um sóbrio e mordaz Stewart, como por parte dos restantes apresentadores. Esperam-se poucas surpresas para as próximas duas horas, mas a primeira nota é que das oito nomeações que tinha, Brokeback já perdeu duas. Nada de surpreendente, é certo, mas que prova que o filme não teve o apoio que outros filmes vencedores acabaram por encontrar na Academia.
Continuem ligados!

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:10 AM | Comentários (0)

Óscares 2005 - Melhor Actriz Secundária

Outra categoria disputadissima, apesar de tudo indicar que Rachel Weisz estava na frente da corrida desde fins de Janeiro, ou seja, desde os Globos.
Grávida de sete meses, e prestes a comemorar o seu 35º aniversário, Rachel Weisz subiu ao pódio para agradecer, de forma emocionada, a vitória na sua primeira nomeação. Palavras para Fiennes e Meirelles, e de coragem para todos os que lutam contra adversidades. Bonito!

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Já antes foram apresentados clips da entrega dos prémios cientificos e técnicos de Hollywood, que na semana passada foram entregues em Beverly Hills. A apresentação ficou a cargo da nova beldade de Hollywood, Rachel McAdams.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:07 AM | Comentários (0)

Óscares 2005 - Melhor Maquilhagem

Na categoria de melhor maquilhagem apenas três nomeados. Depois de Memoirs of a Gueisha ter ficado surpreendente de fora, o favorito passou a ser Chronicles of Narnia.
E a vitória confirmou-se, e Star Wars III sai do Kodak Theather de mãos vazias.

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Já antes Russell Crowe tinha anunciado um clip de elogio aos biopics, o genero mais em moda na indústria americana nos últimos tempos. E é sempre reconfortante ver um dos maiores actores do mundo presente na cerimónia, apesar de não ter (de forma surpreendente) qualquer nomeação este ano.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:59 AM | Comentários (4)

Óscares 2005 - Melhor Guarda Roupa

Memoirs of a Gueisha tinha um guarda-roupa notável e a Academia não ficou indiferente ao trabalho de Colleen Atwood.
Mais uma estatueta dourada para uma das maiores designers de Hollywood. E o primeiro para Memoirs esta noite.
O prémio foi apresentado por Jennifer Anniston, a actriz do comeback do ano.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:50 AM | Comentários (0)

Óscares 2005 - Melhor Curtas Metragens

As curtas-metragens são um prémio pouco reconhecido, até porque nem todos costumam ver as escolhas da Academia. E só podem votar aqueles que vêm todas.

O vencedor em melhor curta-metragem foi Six Shooter do irlandês Martin McDonagh. Na categoria de curtas de animação o escolhido foi The Moon and the Son.

Antes da entrega do prémio, Dolly Parton abriu o palco para cantar Travellin´ Thru do filme Transamerica. É uma favorita sentimental para muitos, depois de ter perdido em 1981 o mesmo óscar.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:47 AM | Comentários (1)

Óscares 2005 - Melhor Filme Animado

Não havia um favorito tão grande hoje à noite como Wallace and Gromitt: The Curse of the Whererabitt.
E claro, o filme dos estúdios Aardman, dirigido por Nick Park, arrecadou o seu terceiro óscar - depois de duas vitórias em curtas de animação. Pena que Burton continue sem uma estatueta dourada em casa!
O óscar foi apresentado por Reese Whiterspoon, que se esperava que volte a subir ao palco mais tarde.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:33 AM | Comentários (0)

Óscares 2005 - Melhor Efeitos Especiais

Esperava-se a vitória de King Kong e assim foi.
O primeiro óscar da noite para um trabalho absolutamente genial do filme de Peter Jackson. E uma vitória justissima!
O discurso de Ben Stiller, esse foi delicioso.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:29 AM | Comentários (0)

Óscares 2005 - Melhor Actor Secundário

Na categoria mais dificil de todas, a vitória foi, como se esperava, para George Clooney.
Uma vitória esperada, e numa noite de ouro para o mais liberal dos actores, Clooney ergue a sua primeira estatueta dourada.
Um discurso politico mas bem disposto de um dos maiores galãs e estrelas de Hollywood. Uma vitória mais pelo que fez, pelo que defende, e pela transformação que sofreu, do que pelo desempenho. Mas se alguém merecia hoje um óscar, era Clooney.
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:20 AM | Comentários (3)

Óscares 2005 - Começou...

Nas próximas três horas o Mundo vai parar...todos os olhos estão no Kodak Theather!

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:58 AM | Comentários (0)

Óscares 2005 - A abertura de Stewart

Stewart prometeu polémica no ano dos óscares politicos.
O inicio foi absolutamente genial com a ideia de que Stewart não foi a primeira escolha da Academia, com cameos de todos os últimos apresentadores e de Berry e Clooney.
Piadas fortes à comunidade gay, à indústria cinematográfica, ao jornalismo actual, a Dick Cheney (seu alvo de estimação no último mês), e claro, aos cinco filmes nomeados, com o particular destaque para Brokeback, com um genial flashback histórico dos westerns clássicos.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:57 AM | Comentários (0)

Óscares 2005 - O Anfitrião

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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:45 AM | Comentários (0)

Óscares 2005 - O Homenageado

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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:41 AM | Comentários (0)

Óscares 2005 - Os Duelos

Brokeback vs Crash
Hoffman vs Ledger
Whiterspoon vs Huffman
Clooney vs Giamatti vs Dillon vs Gyllenhaal
Weisz vs Williams vs Adams
Memoirs of a Gueisha vs Brokeback
King Kong vs War of the Worlds
Tsotsi vs Paradise Now

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:34 AM | Comentários (0)

Óscares 2005 - Expectativas

Jon Stewart igual a si próprio?
A Academia vai ganhar coragem para ultrapassar um dos seus tabus?
Algum filme vai passar das quatro categorias?
Haverá coragem para premiar Paradise Now?
George Clooney leva um prémio pelo ano brilhante?
Crash consegue ultrapassar o furacão Brokeback?
A performance dos 6 Mafia vai electrizar o Kodak Theather?
O discurso mais emocionado da noite...Reese? Weisz? Hoffman?

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:08 AM | Comentários (0)

março 05, 2006

Vamos começar...

A transmissão televisiva já começou. A passadeira da fama já rola há muito. A cerimónia começa daqui a cinquenta minutos. O Hollywood já está em directo!
Vamos começar...
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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:44 PM | Comentários (0)

Óscares 2005 - Hollywood em directo a partir da meia noite

Hoje é a madrugada de todas as emoções.
Num ano em que todas as certezas podem passar a incertezas num piscar de olhos, o Hollywood trouxe-vos a mais completa cobertura feita em Portugal à edição deste ano dos óscares da Academia. E como o prometido é devido, hoje é dia de emissão especial.
A cobertura em directo começará por volta da meia noite, com uma breve antevisão ao que pode acontecer, e as grandes apostas para as categorias principais. Quando a cerimónia começar, já sabem, os vencedores serão divulgados no mesmo minuto em que são anunciados. Tudo para que possam acompanhar na hora, as grandes emoções do festival.
Podem escolher acompanhar pela rádio ou pela televisão, mas já sabem que a cobertura especializada nos mais prestigiados prémios da indústria cinematográfica, só encontram aqui.
Vemo-nos na próxima madrugada. Torçam pelos vossos favoritos, e deixem-se levar pelo glamour de Hollywood.

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Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:07 AM | Comentários (3)

março 04, 2006

Óscares 2005 - Melhor Filme

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Quando o ano começou, ninguém podia imaginar que este seria o ano politico-social de Hollywood. O divertimento e os dramas foram substituidos por histórias inspiradas em problemas reais. No final de contas, este ainda parece ser o ano de Brokeback Mountain. Mas já não há certezas...

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Foi o Leão de Ouro em Veneza que despertou o mundo para um fenómeno estranho. A história de amor entre dois cowboys na América profunda dos anos 60 era o filme mais improvável do mundo para sair do Kodak Theatre com os bolsos recheados de óscares.
Mas os criticos renderam-se ao filme, os Globos, os BAFTA e as Guilds também. Até o público não quis perder a história de amor de Jack e Ennis.
A verdade, pura e dura, é que este não é um filme de óscares. Nem pelo seu valor, nem pelos gostos habituais da Academia. E também é verdade que já houvemais certezas à volta da sua vitória.
Mas depois de dois meses a ganhar tudo o que havia para ganhar, como é que a Academia pode escapar ao furacão Brokeback?

A Favor
Tem todos os prémios da temporada, foi o filme mais visto dos nomeados e já é um icone cultural na América.

Contra
O preconceito da Academia e a paixão que Crash desperta.

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Se Hollywood quiser ser igual a si própria, Crash vence!
Los Angeles ficou derretida pelo cruzar de histórias sobre o racismo e a sociedade da "cidade dos anjos". De nomeado improvável, Crash tornou-se no favorito sentimental.
Seria o coroar do cinema mosaico e do cinema de argumento, e a confirmação de que Hollywood continua a gostar de jogar pelo seguro.

A Favor
Toda a gente gostou do filme.

Contra
Toda a gente preferiu premiar Brokeback Mountain.

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Com seis nomeações, parecia que Good Night and Good Luck. era o rival natural do filme de Ang Lee. Mas o segundo filme de Clooney corre o risco de ir para casa de mãos vazias.
Good Night and Good Luck. enquadra-se perfeitamente no epsirito dos filmes nomeados ese ano, mas ao contrário de Brokeback ou Crash, não desperta paixões. Um calcanhar de Aquiles que poderá ser a sua perdição num ano onde o coração é um importante ponto de decisão na hora de votar.

A Favor
É um dos melhores filmes do ano e um exemplo da faceta politica de Hollywood.

Contra
Não mexeu com as pessoas como os restantes nomeados.

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Para muitos Munich estava fora da corrida antes de ela ter realmente começado. Mas isso foi antes. Bem longe do titulo de "vencedor por antecipação", com que foi rotulado durante meses a fio, Munich receberá os votos dos amantes de Spielberg, e pouco mais. Isto apesar de ser, provavelmente, o melhor filme do ano entre os nomeados. É curioso ver que a Academia até pode estar disposta a quebrar o seu tabu gay, mas não consegue aguentar ainda um filme que mexe bem fundo nas feridas do terrorismo.

A Favor
É o melhor dos filmes a concurso e tem o selo de qualidade de Spielberg.

Contra
É demasiado polémico, mesmo para o ano de todas as polémicas.

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De todos os filmes nomeados, Capote é a grande surpresa.
Está longe de ser um grande filme, e não é necessariamente um filme de mensagem. É antes a viagem ao drama interior de um autor egocêntrico que usa um crime - e os criminosos - para escrever o livro da sua vida. Uma nomeação surpresa, um vencedor totalmente improvável e uma licção preciosa para as produtoras. Afinal, podem-se fazer filmes simples e concisos, e mesmo assim marcar presença na cerimónia anual da Academia.

A Favor
Tem alguns admiradores, especialmente por culpa de Seymour Hoffman.

Contra
É um filme sem estofo para ombrear com os restantes nomeados.

O HOLLYWOOD PREVÊ
O Óscar vai para...Brokeback Mountain
O Óscar devia ir para...Munich
O Grande Rival...Crash
A grande surpresa...Good Night and Good Luck.
O grande ausente...Match Point/King Kong

OS ÚLTIMOS VENCEDORES
2004 - Million Dollar Baby
2003 - The Return of the King
2002 - Chicago
2001 - A Beautiful Mind
2000 - Gladiator

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:21 PM | Comentários (3)

março 03, 2006

Óscar 2005 - Melhor Realizador

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Pela primeira vez em muitos, muitos anos, os óscares seguiram os mesmos nomeados do Director´s Guild. Tudo aponta para que Ang Lee saia finalmente com o óscar nos braços, mas tudo pode acontecer num ano demasiado confuso para prever com clareza.

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Depois de já ter estado por três vezes perto da estatueta dourada, parece que é desta que a Academia vai mesmo oscarizar Ang Lee. A sua imensa sensibilidade e bom senso ajudaram Brokeback Mountain a ser o campeão da temporada de prémios. E Ang Lee não fugiu à febre de vitórias junto da critica, Globos, BAFTA ou o DGA. O cenário mais natural é que Lee tenha de encontrar um espaço no seu armário recheado, para colocar este óscar.

A Favor
Tudo. Será praticamente impossivel verificar-se o provérbio "não há duas sem três".

Contra
A febre de apoio a Crash é o único perigo para Lee.

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Paul Haggis teve um ano de 2005 inesquecivel. Ainda estava o mundo a elogiar o seu fabuloso argumento para Million Dollar Baby e já Crash brilhava nas salas de cinema. Desde aí até Março o seu nome tornou-se cada vez mais respeitado. Afinal, dirigir o filme que conquistou o coração de Hollywood não é para todos.

A Favor
Crash é o favorito sentimental.

Contra
Será dificil - senão impossivel - travar o furacão Brokeback.

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O seu carisma e coragem são altamente admirados em Hollywood e 2005 foi o seu ano de ouro. Good Night and Good Luck. é um filem que não desperta grandes paixões, mas a sua sobriedade e a importância da sua mensagem não passaram despercebidos. Afinal, Clooney é mais um nome bem sucedido da escola dos actores tornados realizadores.

A Favor
Pode benificar de uma eventual divisão entre Crash e Brokeback.

Contra
A certeza que, mais tarde ou mais cedo, vencerá este óscar.

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Coragem é o adjectivo acertado para resumir a grande aposta de Steven Spielberg em Munich. O filme foi um dos seus melhores de sempre, mas revelou-se muito controverso para Hollywood. No entanto, a verdade é que Spielberg continua a ser dos poucos realizadores capazes de poderem exibir o seu nome "above the tittle".

A Favor
A legião de admiradores que tem na Academia.

Contra
Um terceiro óscar por um filme polémico, num ano tão concorrido é altamente improvável.

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Bennett Miller é o rookie do ano. O seu Capote aguentou as criticas de ser um filme de um actor só, e conseguiu cinco impressionantes nomeações. Miller sabe que este não é o seu ano, mas ser nomeado logo à primeira tentativa como realizador é o seu melhor cartão de visita para o futuro.

A Favor
Nada. Este não é o seu ano!

Contra
Tudo. O prémio é mesmo a nomeação.

O HOLLYWOOD PREVÊ
O Óscar vai para...Ang Lee
O Óscar devia ir para...George Clooney
O Grande Rival...Paul Haggis
A grande surpresa...George Clooney
O grande ausente...Woody Allen

OS ÚLTIMOS VENCEDORES
2004 - Clint Eastwood
2003 - Peter Jackson
2002 - Roman Polanski
2001 - Ron Howard
2000 - Steven Soderbergh

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:02 PM | Comentários (0)

março 02, 2006

Óscares 2005 - Melhor Actor

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Há um nome que parece imbatível em 2005. Philiph Seymour-Hoffman conquistou mais prémios que toda a concorrência junta e a sua vitória é uma inevitabilidade da próxima edição dos Óscares. Só se o céu cair sobre o Kodak Theatre é que não há um Óscar para Capote.

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Philiph Seymour Hoffman produziu e representou um filme feito de raiz para si. Escrito e realizado pelos seus amigos, Futterman e Miller, Capote foi o veiculo que Hoffman precisava para sair dos papeis secundários a que parecia confinado. Uma interpretação que anda entre o underacting de emoções contidas e o apanhar de todos os tiques de uma das figuras mais peculiares do século norte-americano.

A Favor
Tudo. Se há um óscar já atribuído, é o dele.

Contra
Só se Heath Ledger mexer muito com os corações dos membros da Academia é que Hoffman pode perder. E mesmo assim, pode nem chegar.

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O australiano Heath Ledger surgiu como um arrebatador de corações nos finais dos anos 90, mas a sua carreira foi pelo o cano abaixo com papeis pouco dignificantes. Para dar uma volta de 180º aceitou sem reservas o papel de Ennis del Mar em Brokeback Mountain. E de repente todos se apaixonaram pelo contido e vibrante Ledger. Vários prémios da critica não foram suficientes para fazer sombra a Hoffman, mas se alguém tem hipóteses de fazer concorrência, é ele.

A Favor
Um desempenho vibrante num filme que por quem Hollywood se apaixonou.

Contra
Um rival como Philiph Seymour Hoffman é praticamente impossível de bater.

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A voz rouca e vibrante, o olhar apaixonado e terno, fazem de Joaquin Phoenix mais do que uma simples imitação de Johnny Cash. O seu papel é a alma do filme de James Mangold, e provavelmente o mais perfeito desempenho do ano. Não fosse o fantasma de Jamie Foxx, e a concorrência de dois pesos pesados num ano já por si carregado, e poucos poderiam travar este inesquecível retrato de Cash em Walk the Line.

A Favor
Phoenix, canta, toca guitarra, está apaixonado, e é o desempenho mais fascinante do ano.

ContraWalk the Line é um filme demasiado leve, e dificilmente Hoffman e Ledger se anulam.

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David Strathairn é um actor relativamente desconhecido do grande público, mas as suas passagens pela Broadway e as presenças em filmes menos quotados não deixaram de lhe fazer um nome que é bastante respeitado. Mas o seu grande trunfo é mesmo o seu trabalho como Edward Murrow em Good Night and Good Luck. A sua encarnação do jornalista é metódica e perfeita, e o desempenho, um dos pilares de um dos filmes mais nomeados de 2005.

A Favor
Desempenho fabuloso num filme bastante apreciado.

Contra
Concorrência demasiado forte.

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A grande surpresa do ano – ou talvez não – foi o fenómeno Terrence Howard. Quer como secundário em Crash, quer como principal em Hustle and Flow, os críticos entraram em delírio com o desempenho refrescante como um chulo que pretende ser cantor de rap. Um desempenho que eliminou da corrida os mais consagrados (Crowe, Fiennes, Depp, Daniels ou Bana) e que lhe vale o rótulo merecido de revelação do ano.

A Favor
A frescura do seu desempenho pode cativar alguns membros da Academia.

Contra
Demasiado cedo, num filme demasiado pequeno num ano com demasiada concorrência.

O HOLLYWOOD PREVÊ
O Óscar vai para...Philiph Seymour Hoffman
O Óscar devia ir para...Joaquin Phoenix
O Grande Rival...Heath Ledger
A grande surpresa...David Strathairn
O grande ausente...Ralph Fiennes

OS ÚLTIMOS VENCEDORES
2004 - Jamie Foxx
2003 - Sean Penn
2002 - Adrien Brody
2001 - Denzel Washington
2000 - Russell Crowe

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:58 PM | Comentários (2)

março 01, 2006

Óscares 2005 - Melhor Actriz

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Num ano muito pobre em desempenhos femininos, houve ainda espaço para surpresas com a nomeação de Keira Knightley, num lugar que parecia destinado à veterana Joan Allen.

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Desde Setembro que não se fala noutra coisa. Reese Whiterspoon, namoradinha da América desde os dias de Legally Blonde, é uma inesquecível June Carter em Walk the Line. Terna, sedutora e cativante como a cantora, Whiterspoon é o complemento ideal ao desempenho contido e apaixonado de Joaquin Phoenix. Se no inicio era para os lados de Phoenix que pendiam os votos, agora é difícil prever outra vencedora que não a sorridente Whiterspoon. Uma vitória anunciada.

A Favor
Um desempenho amado por todos, de uma actriz adorada pela América.

Contra
Só se Hollywood decidir fazer de 2005 o ano dos homossexuais, é que há hipótese de Felicity Huffman roubar a estatueta à loirinha do sul dos Estados Unidos.

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A única rival a sério que Whiterspoon tem é Felicity Huffman. O filme Transamerica é ela, e desde o Verão que se fala nisso. Um desempenho popular no circuito indie, e que lhe valeu a nomeação também porque Huffman é uma das caras mais populares e conhecidas da América, desde que protagonizou a série televisiva Desperate Housewives. É verdade que os desempenhos das “white trash girls” têm sido os mais premiados dos últimos anos, mas 2005 dificilmente seguirá os mesmos passos do passado.

A Favor
Felicity Huffman é uma das caras mais famosas e populares da América.

Contra
Filme pequeno e uma rival praticamente impossível de apanhar na corrida ao óscar.

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Uma das maiores actrizes dos nossos tempos, Judi Dench, é diabolicamente sedutora e maternal em Mrs Henderson Presents. Num outro ano e poderia ser desta que a dama do Império poderia vencer o Óscar principal – já venceu o de secundária, por dez minutos em Shakespeare in Love – que há muito já lhe é devido. O desempenho é fabuloso, é certo, mas o ano é também complicado para as ambições de Dench. Mas que seria um corolário perfeito para uma carreira inesquecível, lá isso seria.

A Favor
Um brilhante desempenho de uma das maiores actrizes de sempre do cinema britânico.

Contra
Filme demasiado ligeiro num ano carregado, e rivais demasiado fortes nesta altura da corrida.

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Foi a grande surpresa das nomeações, mas cada vez mais Keira Knightley se afirma no meio de Hollywood pelo seu sorriso contagiante, e o seu talento que está cada vez mais à mostra. Uma carreira que tem meia dúzia de anos mas que já serviu para alguns papeis de renome. A menina bonita do cinema britânico é impecável em Pride and Prejudice, e de nomeada surpresa, Keira é cada vez mais um nome a ter em linha de conta. Uma primeira nomeação que antevêem novas nomeações e prémios para o futuro.

A Favor
O seu sorriso contagiante!

Contra
Esta primeira nomeação é isso mesmo, uma primeira nomeação. Nada mais.

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Foi uma vitória indiscutível em 2003 pelo seu desempenho em Monster, e agora a sul-africana está de regresso em grande em North Country. A história da primeira mulher a processar uma empresa por abuso sexual, é o pretexto para mais um papel arrebatador por Charlize Theron, uma das grandes actrizes da actualidade. Mas as suas semelhanças de papel para papel, e a concorrência deste ano invalidam qualquer sonho de arrebatar uma segunda estatueta em tão pouco tempo. Mas ela acabará por chegar, inevitavelmente.

A Favor
Uma das grandes actrizes da actualidade.

Contra
O filme, o papel white trash girl, a concorrência. Ainda não é desta que há mais um Óscar para a África do Sul.

O HOLLYWOOD PREVÊ
O Óscar vai para...Reese Whiterspoon
O Óscar devia ir para...Judi Dench
O Grande Rival...Felicity Huffman
A grande surpresa...Keira Knightley
O grande ausente...Joan Allen

OS ÚLTIMOS VENCEDORES
2004 - Hilary Swank
2003 - Charlize Theron
2002 - Halle Berry
2001 - Nicole Kidman
2000 - Julia Roberts

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:46 PM | Comentários (7)

fevereiro 28, 2006

Óscares 2005 - Melhor Actor Secundário

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Se há categoria imprevisível, essa é a de melhor actor secundário. Certezas não há, mas apenas uma coisa parece certa. A luta não inclui William Hurt. Fora isso, é um duelo a quatro, em que cada um tem trunfos a seu favor. O vencedor, um mistério!

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Este foi um ano de ouro para George Clooney. O actor interpretou Syriana – e conquistou a nomeação ao Óscar – e escreveu, produziu e dirigiu o aclamado Good Night and Good Luck. E esse é o seu grande trunfo. O seu desempenho não é um papel arrebatador, merecedor de uma estatueta dourada. Isso é certo. Mas Clooney está nomeado ainda como produtor, argumentista e realizador e muito dificilmente vencerá. A sua popularidade e carisma fizeram dele um dos actores mais amados do meio, e como se viu no Screen Actors Guild, isso só por si pode chegar para a vitória.

A Favor
É um dos homens mais amados de Hollywood e teve um ano de ouro que bem merece um prémio.

Contra
O desempenho é tudo menos oscarizável. Isso pode pesar contra num ano com quatro candidatos fortíssimos.

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Matt Dillon foi um dos actores mais falados há quinze anos. Era uma grande promessa do cinema norte-americano, mas problemas pessoais, papeis errados e alguns azares impediram-no de ter a carreira que lhe vaticinavam. Crash marca o seu regresso aos bons desempenhos, e desde sempre ele foi visto como o actor – do enorme elenco do filme de Paul Haggis – que mais se destacava. E se Crash é o favorito sentimental de muitos, Dillon pode benificiar desta paixão pelo filme. A vitória no SAG do melhor elenco do filme, é o seu melhor cartão de visita.

A Favor
É o nome em destaque de Crash, o filme que os votantes mais amaram.

Contra
Apesar de popular, o seu desempenho não está ao nível de outros dos nomeados e na hora da escolha, isso pode pesar.

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Paul Giamatti é sem dúvida um dos maiores actores do cinema americano actual. E há dois anos que merecia estar no Kodak Theatre, mas só agora conseguiu a ambicionada nomeação. E claro, por um desempenho fabuloso pois claro. Em Cinderella Man, Paul Giamatti oferece uma performance avassaladora, capaz de ombrear directamente com o gigante que é Russell Crowe. A vitória nos Globos de Ouro indica claramente a aceitação que existe pelo seu desempenho, tal como meia dúzia de prémios da critica. Mas a Academia pode decidir a deixar o seu Óscar para mais tarde. Infelizmente.

A Favor
Tem o melhor desempenho de todos os nomeados.

Contra
Não é um actor consensual e já foi deixado de lado no passado.

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Se Heath Ledger é o menino querido dos críticos em Brokeback Mountain, Jake Gyllenhall dá o melhor desempenho como Jack Twist, o cowboy que percebe a inevitabilidade do amor por Ennis del Mar, e é ele o elo mais trágico de toda a história. Ledger leva as honras do underacting contido, mas Gyllenhall consegue ser o motor da maior parte das cenas entre os dois, e isso pode ser levado em conta, caso seja decididamente a noite de glória de Brokeback Mountain. Os BAFTA já avisaram que Gyllenhall podem ser uma das surpresas do ano.

A Favor
Brilhante desempenho no filme que mais provavelmente será o filme do ano.

Contra
Ofuscado por Ledger e por uma concorrência fortíssima.

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Só apareceu nos minutos finais de A History of Violence, mas mesmo assim o veterano William Hurt conseguiu roubar a nomeação, possivelmente a Bob Hoskins. Se o elenco do filme de Cronenberg esteve sempre sob atenção (Mortensen, Bello ou Ed Harris), foi uma surpresa a nomeação de um actor que está meia dúzia de minutos em cena. Mas Hurt é um dos grandes nomes do cinema americano dos anos 80, e Hollywood adora recuperar velhas glórias da casa. Mas num ano como este, é mais do que improvável que Hurt junte mais uma estatueta à que já conquistou por The Kiss of the Spider Woman.

A Favor
O prestigio que tem em Hollywood.

Contra
Está em meia dúzia de minutos do filme e a concorrência é fortíssima.

O HOLLYWOOD PREVÊ
O Óscar vai para...George Clooney
O Óscar devia ir para...Paul Giamatti
O Grande Rival...Matt Dillon
A grande surpresa...Jake Gyllenhaal
O grande ausente...Bob Hoskins

OS ÚLTIMOS VENCEDORES
2004 - Morgan Freeman
2003 - Tim Robbins
2002 - Chris Cooper
2001 - Jim Broadbent
2000 - Benicio del Toro

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:56 PM | Comentários (2)

fevereiro 27, 2006

Óscares 2005 - Melhor Actriz Secundária

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Num ano em que algumas das favoritas ficaram de fora, a luta parece estar reduzida a três nomes. Rachel Weisz é a favorita, Michelle Williams pode benificiar do efeito Brokeback, mas a favorita sentimental é Amy Adams.

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Para os britânicos não há nada de secundário no desempenho de Rachel Weisz em The Constant Gardener. E com razão. Mas a sua performance não deixa de ser arrebatadora, e, na melhor das hipóteses, antes nomeada (e premiada) como secundária, do que ser esquecida, como aconteceu com Fiennes.
A actriz britânica está em clara ascensão em Hollywood e afirma-se já como uma das maiores promessas para os próximos anos. Resta saber se a - provável - vitória na cerimónia dos oscares vai ter alguma influência negativa na sua carreira. Com The Fountain a estrear no próximo ano - realizada pelo seu marido, o cultuado Daren Aranofsky - Rachel Weisz tem tudo para se tornar numa grande estrela.

A Favor
O seu desempenho tem sido lembrado como um dos mais brilhantes do ano, desde a estreia do filme já lá vão cinco meses. Foi ela o motor de The Constant Gardener na temporada de prémios, e é claramente a melhor performance de todas as que estão nomeados. O Globo de Ouro e o SAG são apenas uma amostra do que pode estar para vir.

Contra
Não há nada contra o desempenho ou a própria Rachel. O que pode haver é a tentação de premiar nomes do elenco de Brokeback Mountain (e Michelle Williams é a mais bem posicionada) ou então, a Academia pode render-se à inocência de Amy Adams e do seu tocante retrato em Junebug.

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Poucos ouviram falar dela. A imprensa tem utilizado muito a frase "a rapariga com quem DiCaprio casa em Catch Me If You Can". À falta de melhor, tem de servir. Isto porque Amy Adams não tem o que se pode chamar, uma carreira fulgurante em Hollywood. Aliás, até Junebug, poucos deram conta da sua existência.
Mas a verdade é que o simpático filme indie, que pouquissima gente viu, catapultou o seu nome para a ribalta. Há quase meio ano que se fala no seu contagiante desempenho com jovem grávida de uma familia disfuncional, e desde aí que só se ouvem elogios. A nomeação pode ter constituido uma surpresa para muitos (basta ver os nomes que ficaram de fora), mas já era esperada em Hollywood. É que Amy Adams é uma nova menina bonita de Los Angeles, a favorita sentimental de muitos dos que votam no prémio. E isso poderá também significar uma surpresa.

A Favor
A critica rendeu-se ao desempenho em Junebug, e para muitos a nomeação já era uma vitória. Mas não se para de falar nela e no seu papel, e na hora de votar, se o coração falar mais alto, Amy Adams é uma fortissima candidata a surpresa da noite.

Contra
Pouca gente viu Junebug. Um indie muito modesto que passou bastante despercebido, sem o glamour habitual dos óscares. Além disso há a idade. Adams está lançada, mas muitos acham que é demasiado nova para ser premiada. Pelo menos, por agora.

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A razia absoluta de prémios nos Globos e no SAG é uma má indicação para Brokeback Mountain. Mas se há algum dos actores do filme que pode sair do Kodak Theather com a estatueta, essa é Michelle Williams. Uma das queridas da critica, no inicio da temporada de prémios, Williams viu Weisz eclipsa-la, quando as coisas realmente interessavam.
Claro que o seu desempenho mal é merecedor de uma nomeação, quanto mais de um óscar, mas a jovem actriz é uma das rising stars de Hollywood, e o seu desempenho emocionou bastante o público indefectivel de Brokeback Mountain. Caso o filme arranque para uma noite inesquecivel, a paragem para o óscar de Williams parece ser obrigatória. Mas Williams já foi mais favorita.

A Favor
Está naquele que será provavelemente o filme do ano, e os seus colegas dificilmente conseguem superar a concorrência. Além do mais é uma das novas meninas bonitas, e a Academia adora histórias de amor como a sua e de Heath Ledger.

Contra
Um desempenho pouco merecedor de um óscar, a falta de emoção que há à volta de Amy Adams, e a força de Rachel Weisz, fazem de Michelle Williams uma candidata com muita parra, mas pouca uva.

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Se há desempenho que passa perfeitamente despercebido, entre os cinco nomeados, esse é claramente o de Catherine Keener em Capote. Hollywood gosta dela, está visto, não fosse esta a sua terceira nomeação. Mas é preciso algo mais para se ter uma estatueta dourada na mão. E Keener não oferece nada em Capote. Um caso claro de simpatia pelo nome, mais do que propriamente, paixão pelo desempenho.

A Favor
Gostam dela em Hollywood e Capote foi um filme muito apreciado no meio.

Contra
Desempenho fraquissimo e nunca deixa de ser a sombra de Seymour Hoffman.

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Veteranissima e oscarizada, Frances McDormand continua a dar cartas em Hollywood. Já lá vão dez anos desde o óscar surpresa em Fargo, e continua a cair no goto da Academia, apesar de ser a sombra de Charlize Theron em North Country. Nomeação surpresa (havia Maria Bello, a dupla de actrizes de Memoirs of a Gueisha, Johansson, etc...), McDormand é a veterana do grupo e não deverá passar disso. Mais uma coroa de louros para um curriculum cada vez mais impressionante.

A Favor
Pouca coisa. A nomeação é já um triunfo.

Contra
Rivais, desempenho pouco notado, filme arrasado pela critica e pelo box-office. É preciso cair o Kodak Theather para McDormand vencer este óscar.

O HOLLYWOOD PREVÊ
O Óscar vai para...Rachel Weisz
O Óscar devia ir para...Rachel Weisz
O Grande Rival...Amy Adams
A grande surpresa...Michelle Williams
O grande ausente...Maria Bello

OS ÚLTIMOS VENCEDORES
2004 - Cate Blanchett
2003 - Renné Zellweger
2002 - Catherine Zeta-Jones
2001 - Jennifer Connelly
2000 - Marcia Gay Harden

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:45 PM | Comentários (5)

fevereiro 26, 2006

Óscar 2005 - Melhor Argumento Original

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A originalidade sempre fui uma das armas de sucesso de Hollywood, mas nos últimos anos a crise tem-se instalado no sistema. Este ano a oferta é boa e o vencedor previsivel.

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O guião de Crash tem sido proclamado vencedor desde a estreia do filme, no festival de Toronto em...Outubro de 2004. Desde então ninguém se atreveu ainda a conquistar o guião de Paul Haggis, um dos grandes derrotados do ano passado com o genial Million Dollar Baby perdeu para o brilhante Sideways. Este ano parar Haggis é praticamente impossivel, o óscar está entregue.

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O grande rival parece ser Good Night and Good Luck. O segundo filme mais nomeado arrisca-se a sair da noite sem qualquer estatueta. O guião de Grant Heslov e George Clooney já foi premiado em Veneza, e em vários prémios da critica, mas dificilmente roubará um óscar quase certo a Crash.

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Match Point é a obra-prima de Woody Allen quando já não se pensava que o cineasta nova-iorquino podia fazer obras-primas. Um retrato cruel de um jovem capaz de tudo para subir na vida, num misto de Dostoievsky, Bergman e A Place in the Sun. O óscar era o prémio mais justo para o filme mais ignorado do ano, mas a vitória é altissimamente improvável.~

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Depois de uma gigantesca vaga de óscares para os filmes indies, a esperança do cinema independente este ano era The Squid and the Whale. Mas o filme de Noah Baumbach não conseguiu atingir o mesmo nivel dos seus antecessores, e apesar da nomeação - única - a vitória é improvável, e igualmente injusta!

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Para fechar há Syriana. Publicitado como argumento adaptado, surgiu à última da hora como original, e mesmo assim foi nomeado. Um triunfo pessoal para o oscarizado Stephen Gaghan que assina aqui um brilhante retrato da podridão do sistema norte-americano que deriva no caos que se vive no Médio Oriente. Um filme politico com um argumento fabuloso.

O HOLLYWOOD PREVÊ
O Óscar vai para...Crash
O Óscar devia ir para...Match Point
O Grande Rival...Good Night and Good Luck.
A grande surpresa...Syriana
O grande ausente...Cinderella Man

OS ÚLTIMOS VENCEDORES
2004 - Eternal Sunshine of the Spotless Mind
2003 - Lost in Translation
2002 - Habla con Ella
2001 - Gosford Park
2000 - Almoust Famous

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:33 PM | Comentários (1)

Óscares 2005 - Melhor Argumento Adaptado

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Brokeback Mountain é mais do que um simples favorito. A sua vitória parece inevitável. Mas é dificil dizer se será uma vitória justa.

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O guião de Diana Ossama e Larry McMurty, inspirado no conto de Annie Proulx, foi a base de trabalho que captivou Ang Lee e o elenco de Brokeback Mountain. A históri de um amor impossivel entre dos cowboys, durante mais de quinze anos, tem conquistado o público e a critica e é mais do que favorito para vencer.

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Dan Futterman criou um sólido argumento para Capote, baseando-se no periodo da vida do escritor em que este criou a sua mais polémica obra. Um filme lento, introspectivo, mas com um trabalho muito apreciado em Hollywood e que faz de Capote um sério rival para Brokeback.

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Tony Kuschner já foi apelidado de tudo, desde extremsita de esquerda a racista. Mas o seu guião para Munich é simplesmente fabuloso, e muita da magia do brilhante filme de Spielberg parte daí. Um trabalho demasiado polémico para ganhar, mas aquele que seria, de facto, o justo vencedor.

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The Constant Gardener é a adaptação de um romance de sucesso de John Le Carré. O trabalho de adaptação de Jeffrey Cane é muitissimo bom e dá ritmo e profundidade dramática ao filme de Meirelles. Um bom trabalho e uma nomeação mais do que merecida.

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Um dos grandes ausentes do ano, noutras categorias, foi o aplaudido A History of Violence, a mais recente obra do conceituado David Cronenberg. O guião de John Olsen baseou-se na história aos quadradinhos que inspirou o filme, e recebeu inumeros elogios por parte da critica. Perde para a concorrência, mas ganha em ter sido uma das duas nomeações do filme.

O HOLLYWOOD PREVÊ
O Óscar vai para...Brokeback Mountain
O Óscar devia ir para...Munich
O Grande Rival...Capote
A grande surpresa...A History of Violence
O grande ausente...Jarhead

OS ÚLTIMOS VENCEDORES
2004 - Sideways
2003 - The Return of the King
2002 - The Pianist
2001 - A Beautiful Mind
2000 - Traffic

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:20 PM | Comentários (0)

fevereiro 25, 2006

Óscares 2005 - Melhor Filme Animado

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Só em 2001 foi criada uma categoria propositadamente para o cinema de animação. Este ano não há Pixar, o estúdio campeão em vitórias, mas há Wallace and Gromitt, que já venceu duas estatuetas douradas na categoria de curta de animação.

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Os estúdios Aardman são um dos expoentes máximos a nivel mundial na animação stop-motion. O sucesso da serie Wallace and Gromitt é a prova, e a sua primeira longa metragem, The Curse of the Where-Rabbitt, fui um sucesso retumbante. Para além dos prémios e do box-office acumulado, o filme de Nick Park prepara-se para vencer mais um óscar.

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Tim Burton nunca foi nomeado pela Academia. Até Corpse Bride. Ironia das ironias, ser nomeado pelo seu segundo filme de animação, mas a verdade é que Corpse Bride é um belissimo filme, cheio de imaginação e magia. Feito em stop motion, com alguns pozinhos mágicos de CGI, o filme encantou miudos e graúdos. O óscar é improvável, mas não impossivel.

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A grande surpresa entre os nomeados foi sem dúvida Howl´s Moving Castle. Ao repetir um pouco a fórmula de Spirited Away, o filme que valeu o óscar a Hayo Miazaki, pensava-se que a Academia iria preferir filmes de estúdio. Estavam todos enganados e num ano extremamente artistico, no que ao cinema de animação diz respeito está claro, este belissimo filme animado japonês não destoa em nada da concorrência.

O HOLLYWOOD PREVÊ
O Óscar vai para...Wallace and Gromitt
O Óscar devia ir para...Corpse Bride
O Grande Rival...Corpse Bride
A grande surpresa...Howl´s Moving Castle
O grande ausente...Madagascar

OS ÚLTIMOS VENCEDORES
2004 - The Incredibles
2003 - Finding Nemo
2002 - Spirited Away
2001 - Shrek

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:02 PM | Comentários (0)

Óscares 2005 - Melhor Filme Estrangeiro

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Num ano onde o cinema europeu domina em nomeações, é o world cinema que tem mais probabilidades de sair vencedor. Mas a polémica à volta de Paradise Now pode retirar-lhe uma vitória que parecia mais do que certa.

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Apresentdo como filme da Palestina, já há petições para retirar a designação de palestiniano ao filme. Esta foi uma das polémicas de Paradise Now, filme sobre os bombista suicidas palestinianos que tem feito furor, um pouco por todo o mundo, tendo já arrecadado o globo de ouro, e uma serie de prémios nos últimos meses. Mas o filme pode perder um óscar que parece certo, tudo por causa da complicada relação que Hollywood e os EUA têm com o Médio Oriente.

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Se Paradise Now falhar no último instante, então será provavelmente Tsotsi a sair vencedor.
O filme era o favorito até à chegada em força do filme palestiniano, e com a sua queda pode voltar a subir a uma posição de destaque. Tsotsi conta a vida de jovens na actual África do Sul, entre o perigo das balas e a ameaça da SIDA num dos maiores países do mundo.

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O mais forte candidato europeu é Sophie Scholl. A história da resistente ao regime hitleriano é a aposta certa para aqueles que acham que a Academia quer ser conservadora. Excelente trabalho de Julia Jentsch num filme poderoso e muito bem feito, que prova que o cinema alemão dá-se bem com a 2º Guerra Mundial.

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De França surge o mais convencional de todos os noemados. Joyeux Noel conta a história da épica noite de Natal de 1914, quando a 1º guerra parou nas trincheiras e os exércitos confraternizaram. Apesar da presença das jovens promesss do cinema europeu, o filme é mornissimo, e a aposta errada da França para a edição deste ano. Basta dizer que havia De Battre Mon Coeur S´est arrete...

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De Itália chega um filme fantástico, La Besta en el Cuore, filme que valeu a Gioavanna Mezzogiorno o prémio de melhor actriz em Veneza. Uma jovem é forçada a confrontar-se com os seus fantasmas para se libertar de uma maldição, a premissa de um filme popular em Itália mas com poucas hipóteses em Hollywood.

O HOLLYWOOD PREVÊ
O Óscar vai para...Paradise Now
O Óscar devia ir para...Paradise Now
O Grande Rival...Tsotsi
A grande surpresa...Sophie Scholl
O grande ausente...Alice

OS ÚLTIMOS VENCEDORES
2004 - Mar Adentro
2003 - Les Invasions Barbares
2002 - Nowhere in Africa
2001 - No Man´s Land
2000 - Crouching Tigger, Hidden Dragon

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:42 PM | Comentários (2)

Óscares 2005 - Melhor Documentário

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O ano em que o cinema documental francês conquistou Hollywood será o ano da confirmação de um novo estilo documental, onde a realidade e ficção se fundem de uma maneira muito particular.

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Le March de L´Empereur foi um dos filmes mais vistos nos Estados Unidos no verão de 2005. O documentário de Luc Jacquet sobre a épica viagem feita pelos pinguins imperadores, em busca de comida para a familia, era um filme familiar mas tornou-se num fenómeno de popularidade. Vencedor de quase todos os prémios do ano, para documentários, é o favorito indiscutivel ao óscar.

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Darwin´s Nightmare também já estreou em Portugal e lida com as questões da globalização na vida animal e na vida dos humanos da África abandona pela ocidente. Um retrato cru e real de Hubert Sauper que é, neste momento, o mais sério rival à hegemonia dos "pinguins" franceses.

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Enron: The Smartest Guys in the Room continua a seguir o genero de documentário de denuncia que tanto sucesso tem feito nos últimos anos. Dirigido por Alex Gibney o filme segue o celebre caso da empresa multinacional Enron, e da sua falência estratégica que colocou a nu a podridão do sistema empresarial norte-americano.

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Murderball é um documentário sobre a vontade de viver de um grupo de homens paraplégicos que forma uma equipa de basquetebol e está disposta a tudo para chegar aos Jogos Para-Olimpicos. Um retrato tocante da vida de homens que passaram pelo inferno, mas que conseguirem arranjar uma maneira de trepar até à vida.

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Street Fight segue a campanha para presidente da camara de Newark em 2002. Um trabalho de Michael Curry que acabou por ser um nomeado surpresa face aos outros filmes que pertenciam à lista de pré-selecção.

O HOLLYWOOD PREVÊ
O Óscar vai para...Le Marche de L´Empereur
O Óscar devia ir para...Le Marche de L´Empereur
O Grande Rival...Darwins´s Nightmare
A grande surpresa...Enron: The Smartest Guys in the Room
O grande ausente...Grizzly Man

OS ÚLTIMOS VENCEDORES
2004 - Born into Brothels
2003 - Fog of War
2002 - Bowling for Columbine
2001 - Murder on the Sunday Morning
2000 - Into the Arms of Strangers

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:08 PM | Comentários (0)

fevereiro 24, 2006

Óscares 2005 - Melhor Montagem

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Pela primeira vez desde 1980 o grande favorito a arrecadar o óscar não foi nomeado nesta categoria. O seu grande rival, Crash, é o favorito, mas os thrillers politicos não querem ficar atrás e estão prontos para lutar até ao final pela estatueta dourada.

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Crash não é um primor em termos técnicos, mas é forçoso reconhecer o excelente trabalho de edição de Hughes Winborne é de altissimo nivel. Com a vitória nos Eddies, será dificil o óscar escapar ao filme, que assim corre o risco de partir com mais uma estatueta dourada que Brokeback, na entrada para os últimos dois prémios.

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Munich é o grande rival de Crash e é fácil perceber porque.
O trabalho de edição de Michael Kahn é sem dúvida o melhor do ano, capaz de nos manter colados ao filme, do principio ao fim. Sem falhas, pontos fracos ou quebras, Munich merecia sair do Kodak Theather com a estatueta. Mas mesmo que falhe o óscar, não será pela falta de qualidade.

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The Constant Gardener é o outro thriller politico que pode desafiar o reinado de Crash.
O filme de Fernando Meirelles acenta também num excelente trabalho técnico, com o seu expoente máximo na edição feita por Claire Simpson. Será dificil a vitoria, mas seria um prémio merecido para um dos filmes do ano.

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Cinderella Man traz todas as caracteristicas dos filmes de boxe, com um ritmo avassalador nas cenas de combate, e uma grande sobriedade no resto do filme. O trabalho desenvolvido por Mike Hills e Dan Lanney é muito bom, mas longe dos restantes nomeados, e a nomeação é já uma vitória para um filme que passou por um verdadeiro purgatório e ainda não encontrou a redenção.

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Por fim há Walk the Line, o biopic de Johnny Cash. O trabalho de edição é uma das coisas boas e más do filme. A dicotomia explica-se pelo ritmo que cria, nas cenas onde Cash actua, e pelo ritmo pausado e sem garra, no desenvolvimento da relação amorosa entre Cash e Carter. O mais frágil dos nomeados e aquele com menos probabilidades de vencer.

O HOLLYWOOD PREVÊ
O Óscar vai para...Crash
O Óscar devia ir para...Munich
O Grande Rival...Munich
A grande surpresa...The Constant Gardener
O grande ausente...King Kong

OS ÚLTIMOS VENCEDORES
2004 - The Aviator
2003 - The Return of the King
2002 - Chicago
2001 - Black Hawk Down
2000 - Traffic

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:47 PM | Comentários (0)

Óscares 2005 - Melhor Fotografia

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Se há uma categoria técnica onde Brokeback Mountain deve prevalecer sobre a concorrência, essa é a de melhor fotografia. Numa categoria onde raramente o melhor trabalho ganha, a concorrência é de respeito, mas Brokeback parece imparável.

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Rodrigo Prieto assinou um trabalho fotográfico do outro mundo. Conseguiu captar a beleza natural das montanhas Brokeback, da mesma forma como conseguiu inserir o casal apaixonado na própria Natureza, sem nunca um destoar em relação ao outro. Um trabalho que lhe pode valer, finalmente, o óscar.

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Igualmente notável é o trabalho fotográfico de Dion Beebe em Memoirs of a Gueisha. Um retrato exacto do universo das gueishas no Japão dos anos 30, com uma fotografia absolutamente primorosa. Não fosse a concorrência do favorito do ano, e este seria o grande candidato à vitória final.

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Good Night and Good Luck. surge aqui como um potencial outsider. O trabalho fotográfico a preto e branco (desde Schindler´s List que não ganha nenhum filme a preto e branco) de Robert Elwsitt é brilhante e enquadra-se perfeitamente no espirito do filme. Um dos mais perfeitos trabalhos do ano.

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Emanuel Lubzeki é o habitual colaborador de Terrence Malick, e isso já diz tudo. Os filmes de Malick estão sempre recheados de beleza por todos os poros, e o trabalho de fotografia é normalmente do melhor que há. Num ano em que se esperava muito mais de The New World, a única nomeação do filme era aquela que se esperaria, não fosse Malick um poeta visual.

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Batman Begins foi a agradável surpresa do ano.
O filme de Christopher Nolan foi um dos mais bem conseguidos filmes de 2005 e o trabalho técnico para recriar Gotham City foi levado ao minimo detalhe. No final, poucos esperavam uma nomeação, mas o trabalho de Wally Pfister merecia. E apesar de brilhante, Batman Begins deve contentar-se com a nomeação.

O HOLLYWOOD PREVÊ
O Óscar vai para...Brokeback Mountain
O Óscar devia ir para...Brokeback Mountain
O Grande Rival...Memoirs of a Gueisha
A grande surpresa...Good Night and Good Luck.
O grande ausente...Munich

OS ÚLTIMOS VENCEDORES
2004 - The Aviator
2003 - The Return of the King
2002 - Chicago
2001 - Moulin Rouge
2000 - Crouchign Tigger, Hidden Dragon

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:31 PM | Comentários (0)

Oscares 2005 - Melhor Direcção Artistica

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Entre os filmes de época e o cinema fantástico, a luta promete ser equilibrada. Se Memoirs of a Gueisha destoa dos rivais, em sua perseguição estão quatro candidatos com legitimas expectativas.

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Memoirs of a Gueisha é um dos filmes do ano em termos técnicos. Se a história se arrasta, se a direcção está longe de ser brilhante, o trabalho técnico é assombroso. E como em várias categorias, também na direcção artistica será quase impossivel bater Memoirs of a Gueisha. A cidade de Kyoto foi criada a partir do nada num vale da Califórnia, e foi recriada ao minimo detalhe. O trabalho de John Myhre dificilmente terá um rival à altura!

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Se há filme que pode bater o pé nas categorias técnicas a Memoirs, esse é sem dúvida alguma King Kong.
O épico fantástico de Peter Jackson foi recriado a partir do nada, mas é impossivel ficar indiferente ao trabalho de direcção artistica de Grant Major, o já oscarizado autor dos cenários de Lord of the RIngs.

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Good Night and Good Luck. é o filme que pode desafiar o fantástico trabalho técnico de Memoirs e Kong.
Dirigido por George Clooney, a recriação dos estúdios da CBS por Jim Bissell é espantosa e um dos pontos altos do segundo filme com mais nomeações do ano. Não fosse a concorrência, e aqui estava um filme com potencial vencedor.

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Harry Potter and the Goblet of Fire tem sido nomeado desde o primeiro filme, mas o primeiro óscar tarda. Agora o trabalho de Stuart Craig volta a surgir como candidato, mas mais uma vez a concorrência parece ser muito forte para a recriação do universo mágico Hogwarts.

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Pride and Prejudice foi uma surpresa, em termos cinematográficos, e no número de nomeações que arrecadou.
O trabalho de composição das casas e salões do século XVIII de Sarah Greenwood é extramemente interessante e confere credibilidade ao filme, mas a nomeação é já um triunfo.

O HOLLYWOOD PREVÊ
O Óscar vai para...Memoirs of a Gueisha
O Óscar devia ir para...Memoirs of a Gueisha
O Grande Rival...King Kong
A grande surpresa...Good Night and Good Luck.
O grande ausente...Kingdom of Heaven

OS ÚLTIMOS VENCEDORES
2004 - The Aviator
2003 - The Return of the King
2002 - Chicago
2001 - Moulin Rouge
2000 - Crouchign Tigger, Hidden Dragon

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:37 PM | Comentários (0)

fevereiro 23, 2006

Óscares 2005 - Melhor Guarda Roupa

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Algumas surpresas e a certeza de que os filmes de época estão definitivamente na moda. Pride and Prejudice e Walk the Line são os filmes com menos hipóteses, enquanto que a luta entre Mrs Henderson Presents, Charlie and the Chocolate Factory e Memoirs of a Gueisha promete ser até ao fim.

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Como em quase todas as categorias para que está nomeado, Memoirs of a Gueisha parte na condição de favorito. Um filme tecnicamente exemplar e com um guarda roupa de época que, além de ser brilhante, ajuda a criar glamour à história narrada no filme de Rob Marshall. Um trabalho impecável da consagrada Collen Atwood que procura aqui o seu segundo óscar.

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Sandy Powell é uma das designers mais queridas pela Academia e o seu trabalho em Mrs Henderson Presents mostra um imenso tacto com o guarda-roupa da época. Num filme onde a ideia é ter bailarianas a dançar nuas, o guarda-roupa é exacto, primoroso e acertadissimo. Num estilo low profile, como muitas vezes a Academia gosta, e com a possibilidade de Powell repetir a vitória do ano passado por The Aviator.

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Gabrielle Pescucci criou um design arrojado e espantoso para o guarda-roupa de Charlie and the Chocolate Factory e foi compensada com uma nomeação, a única do filme do genial Burton. Já vencedora de uma estatueta dourada, Pescucci surge aqui como uma rival de respeito para a dupla preferida da Academia.

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Ariane Philips faz do guarda-roupa de Walk the Line um verdadeiro achado em termos de low profile dentro do filme. Desde os habituais fatos negros do mitico Cash, ao guarda-roupa dos grandes músicos do final dos anos 50, o trabalho de Philips é bastante bom, mas será dificil concorrer contra os grandes favoritos.

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Pride and Prejudice tem o tipico guarda-roupa de época que Hollywood tanto gosta e isso explica bem a nomeação de Jacqueline Duran. Foi a sua primeira nomeação em quatro filmes e o bom trabalho pode não vir a ser premiado, mas o seu nome já ficou registado lá para os lados de Hollywood e o seu futuro é promissor.

O HOLLYWOOD PREVÊ

O Óscar vai para...Memoirs of a Gueisha
O Óscar devia ir para...Memoirs of a Gueisha
O Grande Rival...Mrs Henderson Presents
A Grande surpresa...Charlie and the Chocolate Factory
O Grande Ausente...Kingdom of Heaven

OS ÚLTIMOS VENCEDORES
2004 - The Aviator
2003 - The Return of the King
2002 - Chicago
2001 - Moulin Rouge
2000 - Gladiator

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:32 PM | Comentários (0)

Óscares 2005 - Melhor Efeitos Visuais

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Três fortes