janeiro 24, 2006

Hollywood - Especial Oscares

A partir do próximo dia 27 de Janeiro está oficialmente aberta a temporada dos óscares no Hollywood.
Depois das previsões feitas em Outubro e Dezembro, e da coluna semanal Oscarwatching, a próxima edição dos óscares de Academia passarão a ser o prato forte da programação do Hollywood no próximo mês.
De dia 27 a dia 30 de Janeiro o Hollywood fará uma última previsões sobre quem deverá ser nomeado nas diversas categorias premiadas pelos óscares de Hollywood. No dia 31 de Janeiro vamos cobrir o anúncio dos nomeados a partir do meio dia.
Depois de uma breve pausa, a 13 de Fevereiro começa a cobertura diária à cerimónia.
Antevisão dos vencedores, pormenores sobre a cerimónia, feitos e factos de cerimónias passadas, tudo isso servirá para que estejam totalmente informados sobre o que irá acontecer no próximo dia 5 de Março. Afinal o Hollywood foi dos poucos lugares onde em 2005 os vencedores das doze principais categorias foram anunciados mesmo antes da cerimónia.
E claro, dia 5 de Março será o dia grande com uma cobertura em directo a partir das 11 da noite até à madrugada do dia seguinte. Uma cobertura sem igual em Portugal que irá ser feita pelo segundo ano consecutivo, esperando-se que o número de leitores online seja superior ao de 2005.
De dia 27 de Janeiro a 5 de Março quem quiser saber mais sobre a temporada de óscares só tem de vir até ao Hollywood.
hollywoodnososcares1920copy.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:00 PM | Comentários (0)

janeiro 20, 2006

Oscarwatching - E depois dos Globos...

E depois dos Globos...agora é esperar. A especificidade dos BAFTA poucas novidades traz á refrega, e a faltar menos de uma semana e meia para se conhecerem os nomeados aos óscares, as dúvidas crescem. Ao contrário do ano passado, será mais fácil antecipar os vencedores do que propriamente adivinhar os nomeados. Num ano como este, ainda está tudo em aberto...
page_41811374899881111.jpg

Para todas as categorias parece haver uma média de sete nomes com fortes possibilidades de acordarem com um sorriso nos lábios no próximo dia 31, quando na madrugada da costa Oeste a Academia divulgar os nomeados à próxima edição dos óscares. Mas para cinco ficarem felizes, dois não o ficarão de certeza. E quem diz dois, diz mais em algumas categorias onde a falta de um padrão, ou da lógica do padrão, complica ainda mais.
O ano que foi anunciado como o do recuperar das grandes produções, ou dos grandes cineastas, redundou no ano de consagração do cinema independente, com o grosso dos filmes candidatos a serem feitos com um orçamento inferior a 30 milhões de dólares.
Kingdom of Heaven, Cinderella Man, Jarhead, Memoirs of a Gueisha, King Kong, Match Point ou The New World foram caindo sucessivamente. Nalguns casos (Cinderella, Jarhead, King Kong, Match Point...) sem se perceber mesmo o porquê. E para os seus lugares vieram os mais improváveis dos candidatos.
No limbo está Munich. Tudo cá dentro nos diz que o filme ainda tem hipóteses. É um Spielberg, esteve em muitos dos tops dos criticos, e teve mais publicidade gratuita do que qualquer outro dos filmes em discussão. Mas se tudo nos diz que sim, a lógica responde com um retumbante não. Não houve Guild nenhuma que se importasse com o filme. O SAG ignorou-o por completo. O mesmo aconteceu com o PGA. Isto para não falar dos prémios da critica e dos Globos de Ouro. Resta a Spielberg a nomeação para o DGA. Mas parece pouco. Ou talvez chegue. Ninguém parece saber!
munich_bana.jpg

E se a dúvida está se Munich está dentro ou fora, então ela também existe nos restante filmes que ainda não estão certos que vão fazer companhia a Brokeback Mountain.
Walk the Line e Good Night and Good Luck. parecem ter tudo alinhavado para seguirem em frente. Mas a entrada de Munich no jogo pode complicar. Já Crash e Capote são os verdadeiros indies do ano, as grandes surpresas, e a ausência do filme de Spielberg é o seu passaporte. Caso contrário, algum terá de cair. Com o apoio que ambos têm recebido por todo o lado, resta saber, qual. E claro, há The Constant Gardener, o favorito dos britânicos, e há ainda quem sonhe em surpresas de última hora que dificilmente irão acontecer.
Tal como os actores.
Heath Ledger, Philiph Seymour-Hoffman, Joaquin Phoenix estão dentro, de certeza absoluta. David Straiharn está quase, quase lá. A quinta vaga fica assim nas mãos de uma luta entre Russell Crowe, Ralph Fiennes e a surpresa Terrence Howard. O mesmo se passa com as senhoras. O trio Reese Whiterspoon-Felicity Huffman-Judi Dench parece estar seguro. Quanto aos dois lugares que sobram, serão Charlize Theron, Zhang Ziyi, Joan Allen e Keira Knightley a lutarem por eles. As duas primeiras parecem ir com vantagem.
Nas categorias secundárias a loucura é palavra de ordem. Se Maria Bello, Rachel Weisz, Michelle Williams e Amy Adams parecem estar seguras, o que fazem Frances McDormand, Catherine Keener, Scarlett Johansson, Gong Li ou Shirley McLaine? Quanto aos actores, aí ninguém parece querer arriscar. Jake Gyllenhall, Matt Dillon, Don Cheadle, Terrence Howard, George Clooney, Paul Giamatti, Bob Hoskins, William Hurt, Ed Harris ou Frank Langella são apenas exemplos. Aqui, a dúvida é absoluta.
goodnightngood.jpg

Para terminar as categorias de relevo - sim, porque nas técnicas a dúvida também subsite - o que os Globos trouxeram de novo á categoria de melhor realizador?
A julgar pelo que tem acontecido, James Mangold pode ser uma carta fora do baralho. Ou não, até porque se pensava o mesmo de Taylor Hackford e não foi o que aconteceu.
De qualquer forma entre Ang Lee e George Clooney deve ser discutida a vitória. Spielberg, via nomeação DGA, tem igualmente grandes probabilidades de ser nomeado. Resta então saber como será o resto. Habitualmente não há uma semelhança absoluta entre filme e realizador.
Num cenário onde Munich está fora, Spielberg pode ser a novidade, por troca com Walk the Line. Se Munich entrar, e algum dos filmes de mais pequena dimensão (Crash, Capote ou até mesmo Good Night) sairem, então a situação complica-se. Dois estreantes, Paul Haggis e Benneth Miller, poderão ter de lutar por um só lugar. E atenção, porque tanto Peter Jackson como Fernando Meirelles são meninos bonitos da Academia, e nomear autores como Woody Allen ou David Cronenberg não está fora de questão.
No final de contas o que é que temos aqui? Dúvidas atrás de dúvidas. As respostas, só mesmo a 31.

Dia 27 começa a última ronda de previsões aos nomeados!

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:37 PM | Comentários (1)

janeiro 13, 2006

Oscarwatching - Alguém os consegue parar?

Quando a temporada arrancou, falava-se insistentemente de dois nomes para os óscares de Melhor Actriz e Melhor Actriz. Isso foi em Setembro. Hoje, quase meio ano depois, os dois nomes são os mesmos. E parecem imbativeis. Venceram mais prémios que qualquer outro rival na sua categoria, e se os juntarmos ao igualmente "imbativel" Brokeback Mountain, os três têm mais vitórias juntos que todos os outros. Sinais do futuro? Afinal, quem consegue parar estes dois?
capote123.jpgreeesdee.bmp

Ele tem 17 vitórias até ao momento. Mais alguns - poucos - segundos lugares nas listas dos criticos. Nomeações ao SAG e Globos de Ouro. Ela tem 11 triunfos, igualmente nomeações no SAG e nos Globos de Ouro, e também alguns segundos lugares.
A questão agora é saber se estes dois cobiçados óscares serão entregues com tanta antecedência, ou se podemos esperar surpresas de última hora?

Philiph Seymour-Hoffman tinha um rival de peso. Após o Festival de Toronto só se falava de como Walk the Line ia sair da cerimónia com dois óscares de melhor actor e actriz, tais eram os elogios a Joaquin Phoenix. No entanto a maioria preferia Hoffman, acreditando no entanto que ele não chegaria lá. Mas chegou, e hoje já ninguém fala de Phoenix. Nomeações sim, lugares nos tops também, mas o actor não venceu um único prémio este ano e é improvável que o venha a conseguir. É um forte candidato mas neste momento limita-se a fechar o conjunto de nomeações garantidas, nada mais.
O grande rival do homem que encarnou na perfeição Truman Capote, é na verdade a estrela do filme de quem todos falam: Heath Ledger.
Não venceu por questões exta-concurso a copa Volpi em Veneza, e a verdade é que, face ao vendaval Seymour-Hoffman, ainda só triunfou por seis vezes na categoria de melhor actor. Mas num duelo mano a mano com o veterano actor secundário, em prémios como os Globos ou o SAG, divide com ele o favoritismo, e tudo pode acontecer.
David Straiharn (o vencedor em Veneza) também parece estar a caminho da nomeação e essa será sempre a sua vitória. Já a quinta vaga, muito longe de incomodar Hoffman, será disputada entre Russell Crowe, Terrence Howard, Ralph Fiennes e Jeff Daniels. Qualquer coisa para além disto (mesmo Eric Bana) será sempre uma surpresa.
E no meio de tudo isto ficamos a perceber que a recente popularidade de Capote - que lhe pode mesmo valer uma improvável nomeação para Melhor Filme - acenta em Philiph Seymour-Hoffman. E assim é dificil!
catherine_keener6.jpg

Já no universo das actrizes a questão é mais complexa, até porque esta é uma das categorias mais concorridas do ano. E onde tudo pode acontecer.
No inicio - para além da inevitável Reese Whiterspoon, que desde sempre andou nas bocas do povo - todo o buzz estava num eventual segundo óscar para Charlize Theron. Depois veio Judi Dench e todos apostaram na veterana. Começaram a sair os prémios e passou a ser Felicity Huffman, com cinco vitórias, o nome a ter em conta. E houve ainda o apoio a Joan Allen, Keira Knightley e Zhang Ziyi, para não falar dos entusiastas de Gwyneth Paltrow, Naomi Watts ou Sarah Jessica Parker.
Mas como se costuam dizer, os cãos ladram e a caravana passa. Enquanto os criticos procuravam a next big thing, os jornalistas teorizavam sobre quem ficaria bem a receber a estatueta dourada, Reese Whiterspoon fez o que Joaquin Phoenix não conseguiu fazer: conquistou o Mundo.
Uma serie de galardões, elogios sem fim, nomeações garantidas com a maior das facilidades e o titulo praticamente atribuido, e pouco falta para a menina querida da América, a mesma que há dois anos atrás completava a serie de filmes Legally Blonde, ser a rainha da noite. Qualquer outra decisão terá pouco a ver com cinema e muito a ver com a habitual mania da Academia de premiar nomes e não performances. Caso contrário, esta categoria parece estar fechada.
walktheline1.jpg

Capote, Walk the Line ou Munich?
Ao que parece haverá duas vagas para estes três filmes. Isto se não houver algum surpreendente comeback de trabalhos como King Kong, Cinderella Man, ou a surpresa chamada A History of Violence. Cenários improváveis que deixam a corrida reduzida a estes filmes.
Com Brokeback Mountain, Good Night and Godd Luck. e sim, Crash, como filmes praticamente assegurados, fica a dúvida no ar.
Walk the Line tinha muito apoio em Outubro, mas ele foi desaparecendo. Sempre é o filme que mais dinheiro amealhou, o mais popular de todos eles e tem a futura melhor actriz no elenco. Mas neste momento está tremido, muito tremido.
Munich tem os problemas que todos conhecem. Estrutura do filme, a polémica criada à volta da temática, fracas interpretações, problemas técnicos (Kaminski fora dos nomeados da sua guild?) podem colocar o favorito dos favoritos em risco de ficar de fora. Mas depois há o efeito Spielberg, e a balança volta a equilibrar. No final de contas, será por uma unha negra a decisão.
A grande surpresa do ano - mesmo tendo Crash em linha de conta - é Capote. Um filme de pequeno orçamento, acente no desempenho do seu actor (apesar de Catherine Keener estar a ser premiada), com um trabalho de realização competente para um estreante, Benneth Miller, e de repente o filme está nas bocas de toda a gente. Nomeação ao PGA, DGA, SAG, Globos de Ouro e tudo o mais. Está a subir claramente, e as nomeações nas Guilds provam que não é só um filme de actores. Poderá ser o carrasco de Munich. A ver vamos!

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:49 PM | Comentários (0)

janeiro 12, 2006

Óscar Honorário para Altman

Depois de já ter tentado várias vezes arrebatar a estatueta de melhor realizador - a última das quais há cinco anos por Gosford Park - o cineasta Robert Altman vai ser homenageado pelo Academia com o óscar honorário.
Realizador de culto, Altman começou a sua carreira nos anos 50. Passou muitos anos na televisão onde dirigiu sucessos como Bonanza e despontou finalmente em 1970 com M.A.S.H. Foi aí que recebeu a sua primeira nomeação ao óscar. Os anos 70 confirmariam o seu estatuto de realizador independente em filmes como Nashville ou A Perfect Couple. Os anos 90 recuperaram Altman, e filmes como The Player, Short Cuts e Pret-a-Porter estabeleceram-no como um dos realizadores de maior prestigio nos Estados Unidos. Gosford Park foi um sucesso em 2001, e valeu-lhe mais uma nomeação à estatueta dourada que nunca conseguiu conquistar.
Este ano acabou A Prairie Home Companion (com a ajuda de Paul Thomas Anderson), e vai 5 de Março receber o prémio de carreira da Academia.
Nascido em 1929 a sua saude tem estado cada vez mais debilitada, podendo esta escolha ter sido, como já aconteceu no passado por diversas vezes, motivada pelo medo que a Academia teria em falhar em premiar Altman em vida.
O momento em que o cineasta for ao palco do Kodak Theather será um dos pontos altos da noite de 78º edição dos óscares.
altman.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:15 AM | Comentários (2)

janeiro 11, 2006

AMPAS divulga Pré-Nomeados em Maquilhagem

Já tinha acontecido ontem com os efeitos sonoros. Hoje é a vez do trabalho de maquilhagem.
Foram sete os pré-nomeados que terão de ser seleccionados por um comité de membros da Academia. Os filmes escolhidos foram The Chronicles of Narnia, Star Wars III - The Revenge of the Sith, Cinderella Man, The New World, The Libertine, A History of Violence e Mrs Hendersons Presents.
Surpresas nos ausentes são Nanny McPhee, Oliver Twist e Memoirs of a Gueisha.
Os nomeados serão conhecidos dia 31 de Janeiro.
OSCARESPREVISOES1112.bmp

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:59 PM | Comentários (0)

janeiro 10, 2006

Academia divulga pré-nomeados em efeitos sonoros

Como já tinha acontecido com os documentários e filmes animados, a 20 dias de divulgar os nomeados à próxima edição dos óscares, a Academia de Hollywood divulgou os pré-nomeados na categoria de melhor efeitos sonoros.
The Chronicles of Narnia, Harry Potter and the Goblet of Fire, King Kong, Memoirs of a Gueisha, Walk the Line, War of the Worlds e Star Wars III - Revenge of the Sith foram os sete pré-nomeados.
Desses, serão nomeados apenas três filmes após o visionamento de clips de dez minutos no comité de Efeitos Sonoros da Academia. Os nomeados serão conhecidos dia 31 de Janeiro.
black_tuxedo22223.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:16 PM | Comentários (0)

janeiro 06, 2006

Oscarwatching - Sindicatos deixam cair Munich e Kong. Brokeback segue em frente!

Foram dias bastante animados. Os criticos de Brokeback diziam que na altura das Guilds (os sindicatos da indústria), o filme iria perder apoiantes. Mais, que seria a altura do come-back de Munich e, talvez, de King Kong. Nada disso!
Quer o WGA, o SAG, o PGA e o DGA condenaram King Kong a ter apenas o apoio dos técnicos de Hollywood. E Munich a viver no eterno limbo até ao dia 31. Quem ficou a ganhar foi Brokeback Mountain, que lá continua, sozinho, a sua caminhada rumo ao Kodak Theater.
four2.jpg

De facto não há quem pare Ang Lee e o seu mais recente filme. No total destes dois dias Brokeback Mountain conseguiu sete nomeações cirurgicas, que demonstram o imenso potencial do filme para a próxima edição dos óscares. Nomeado pelo Writers Guild of America (melhor argumento adaptado), Directors Guild of America, Producers Guild of America e ainda com uma tripla nomeação ao Screen Actor´s (Heath Ledger, Jake Gyllenhall, Michelle Williams e o seu elenco), o filme continua a ser o alvo a abater nesta temporada.
Brokeback continua a levantar muitos "senãos", mas a verdade é que o grande senão agora é: se não é Brokeback, é o quê?
Steven Spielberg lá foi nomeado pelo DGA, mas também já o tinha sido por Amistad, e o filme foi o fracasso que se lhe conhece. A verdade é que o DGA nomeia Spielberg quase por tudo e por nada. Mas também é verdade que, sem esta nomeação o filme estava morto. Agora está apenas semi-morto. Há quem acredite que, se o filme conseguir o minimo de nomeações, dia 31, se irá fortalecer em Fevereiro, e sair coroado em Março com uma serie de óscares. Mas a vida de Munich está muito, muito complicada.
Mais ainda é a vida de Peter Jackson. Do entusiasmo inicial pouco ficou. O publico nunca aderiu como se esperava a King Kong, e os prémios têm olhado de lado para o filme. Sem qualquer nomação junto dos sindicatos, a verdade é que o filme depende agora do apoio dos técnicos de Hollywood para se manter à tona.
spielberg.jpg

O que sobra então?
Parece já acente que tanto Walk the Line como o segundo filme de Clooney estão mais perto de Brokeback do que qualquer outro. E o recente apoio a Crash e Capote indiciam que estes são rivais a ter em conta. Aliás, tal como The Constant Gardener e A History of Violence.
Mas a verdade é que nenhum destes filmes é filme de "óscar". Onde estão os sucessos populares, os filmes monumentais, as grandes apostas dos estudios? Têm caido, um após o outro. De Jarhead a Match Point.
Por isso até há já quem fale num come-back de Cinderella Man, o filme que a critica até gostou - não muito, mas gostou - e que é o tipico produto hollywoodiano. Mas será um comeback que chega a tempo? E no meio de tudo isto, os veteranos de Hollywood terão algo a dizer. O quê, ninguém parece saber muito bem, mas a verdade é que, apesar de tudo, a confusão ainda não nos permite ver com clareza para além do final do mês.
Jon_Stewart_On_Couch.jpg

Entretanto a Academia anunciou o sucessor de Chris Rock. E vale a pena esperar quando a decisão é acertada .A aposta no popular e talentoso Jon Stewart - que ja tinha apresentado os Emmys - mantem o nivel em alta e pode mesmo servir para atrair o publico mais jovem, fã do apresentador do Daily Show. Foi pena não terem apostado em David Chapelle. Terá de ficar para uma próxima!

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 02:59 PM | Comentários (0)

janeiro 05, 2006

Jon Stewart apresenta óscares

Face às recusas de Chris Rock e Billy Crystal, a Academia de Hollywood anda há meses à procura de um novo apresentador para a cerimónia. Já se falou em antigos apresentadores (Steve Martin, Whoopi Goldberg), de veteranos da televisão (Jay Leno) e de figuras pop (Britney Spears, Paris Hilton).
Mas segundo o Los Angeles Times, será Jon Stewart o nome escolhido.
O popular apresentador do Daily Show, programa exibido cá pela SIC Radical, será a aposta da Academia para misturar o velho estilo de apresentadores como Johnny Carson ou David Letterman, com um comediante apreciado pelo público, especialmente os mais jovens.
A Academia tem perdido inúmeros espectadores de ano para ano, e para 2006, face a mais uma cerimónia que dificilmente atrairá público pelos filmes que estarão na disputa das estatuetas, é preciso criar elementos que conquistam audiências para a transmissão.
jonstewart1_i2zb4ukf.jpg

Actualização: Sai o ponto de interrogação. A Academia já confirmou a escolha de Stewart.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:53 PM | Comentários (5)

janeiro 03, 2006

E começa...

Foram hoje enviadas os 5.798 boletins de voto aos membros da Academia de Hollywood. A votação para se conhecerem os nomeados à próxima edição dos óscares da Academia durará até ao próximo dia 21 de Janeiro, altura em que os boletins serão reenviados para a Academia.
Os nomeados serão divulgados no próximo dia 31 de Janeiro e a cerimónia, a ter lugar no Kodak Theather, será a 5 de Março.
78a.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:51 PM | Comentários (1)

dezembro 23, 2005

Oscarwatching - Você é Munich positivo ou Munich negativo?

O facto de ser um dos realizadores mais amados da actualidade, permite a Spielberg ter, mesmo quando falha, uma legião de apoio. Munich está longe de ser um falhanço (estreou hoje apenas), mas é um caso bicudo, com algumas reviews positivas, outras negativas, e muitas a puxarem para cima num claro acto de campanha. Foi por isso que esta semana surgiu um novo conceito: ou se é a favor ou contra Munich. Porquê?
photo_04MUN.jpg

O filme é pró-israelita ou anti-semita? Ninguém parece conseguir definir a essência de Munich, mas as criticas de ambos os lados minaram de imediato a reputação do mais recente filme de Steven Spielberg. A ausência de prémios e nomeações constrastaram com o lugar de Munich em alguns tops de criticos conceituados. Mesmo assim o unanimismo que havia à volta de Munich antes de estrear hoje já não existe. E há tantos detractores como apoiantes. Como sempre, a nata escolheu o seu "amor" este ano. Como já tinha acontecido com The Aviator no ano passado, Munich é o filme que luta contra a hegemonia do polémico Brokeback. É de um realizador altamente apreciado e é um filme muito artistico e profundo, diz-se. Razões para que muitos tenham escrito louvores dignos de uma obra-prima, quando na realidade o pensamento comum está bem longe de atingir este patamar. Os detractores acusam Spielberg de ter perdido a capacidader de contar histórias, de se ter envolvido em demasia na politica. Para eles um nome não faz um filme. E lá por ser de Spielberg, isso não faz de Munich um grande filme.
Ambos os lados têm razão. Ambos os lados têm nomes de peso a apoiá-los. Este confronto entre criticos e personalidades da indústria pode ser decisivo para ditar o sucesso final de Munich. Se os criticos triunfarem, Brokeback tem o caminho cada vez mais livre. Mas se acontecer o oposto, e o filme de Ang Lee cair em desgraça, a verdade é que Munich pode voltar a ser o filme do ano. Como se nada tivesse passado.
terrence-howard.jpg

A grande surpresa do ano parece ser Terrence Howard. O actor já tinha dado nas vistas em Crash, com um papel segurissimo, como todos os do filme aliás, mas é por Hustle and Flow, a história de um chulo que tenta tornar-se numa estrela de rap, que o actor tem recebido os maiores elogios. Um dos desempenhos do ano, com direito a prémios e menções honrosas. Se algum dos cinco nomes em destaque (Hoffman, Ledger, Phoenix, Straiharn, Bana) falhar, Terrence Howard poderá tornar-se no upset do ano.
kingkong05_story9S.jpg

A possibilidade da BFCA premiar de forma especial Andy Serkis pelo seu desempenho em King Kong, numa personagem totalmente criada a computador, pode abrir um importante precedente. Quando a personagem principal de uma história não é um actor, mas sim uma personagem, animal ou criada por cgi (Babe, Who Framed Roger Rabitt, E.T...) a Academia normalmente torce o nariz e desvia o olhar. Com este prémio, King Kong pode ter quebrado um grande tabu. A questão é saber se o resto da aldeia vai na conversa.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:20 PM | Comentários (1)

dezembro 16, 2005

Oscarwatching - Três filmes, três casos

São neste momento os grandes candidatos a filme do ano, segundo a Academia pois claro. Brokeback Mountain tem arrasado nos prémios da critica, mas o conteudo do filme pode prejudicar as suas pretensões. Já Munich teve uma recepção fria, e politicamente encontrou alguns percalços. A decisão de Spielberg de não publicitar o filme tem igualmente levantado questões e de super favorito, o filme passou a aposta arriscada. E por fim King Kong. Previa-se o dominio esmagador do box-office, mas a estreia deixou um pouco a desejar. O filme está ao nivel dos melhores, mas a Academia costuma desconfiar deste genero de filmes quando chega a época dos óscares. Qual será o seu destino?
1152316llmun.jpgbrokeback_mountain1231bbg99.jpgFP8592King-Khhhong-Postersjjd.jpg

Munich era o super-favorito, mesmo antes de ter sido feito. Num ano manifestamente fraco em termos de oferta de grandes candidatos, só o nome de Steven Spielberg, aliado a um drama histórico que envolvia a temática do terrorismo (agora na moda) e que estabelecia relaçóes directas com uma das comunidades mais importantes da sociedade norte-americana, a judaica, criou logo altas expectativas. O filme foi feito em enorme secretismo e Spielberg garantiu que não faria campanha, que deixaria o filme a falar por si. No entanto, desde esse dia, tudo mudou.
O facto de até agora só ter vencido um prémio da critica (Washington) e de só ter tido duas nomeações aos Globos de Ouro, onde o filme e o elenco ficaram de fora, não foram as noticias que Spielberg esperaria. Além dos mais as primeiras criticas não foram tão positivas quanto se esperavam. E se bem que agora há um reiquilibrio, com alguns criticos a colocarem-no no topo dos filmes do ano, a verdade é que o amor dos criticos Munich dificilmente terá por completo. No entanto um dos grandes problemas com que o filme se deparou foi com a própria comunidade judaica, com um peso brutal na Academia, que acusou Spielberg de ter feito um filme anti-semita. Afirmações muito duras que podem comprometer as ambições de um filme que depende agora da adesão do público. Mas o facto de ser um filme atipico, na filmografia de Spielberg, pode ser suficiente para afastar também o público. A única sorte de Munich é o dos seus rivais terem igualmente calcanhares de Aquiles visveis e de não ter, à partida, muitos rivais que possam lutar pelo trono de filme do ano nos óscares.
phot06mu.jpg

Já de Brokeback Mountain muito se tinha vindo a falar, desde que o projecto começou a ser desenvolvido. Uma história de amor homossexual no Oeste americano de meados do século passado parecia ser a base de um filme completamente fora do mainstream. Mas a genialidade de Ang Lee e os notáveis desempenhos do elenco, aliados a um excelente trabalho técnico, valeram ao filme o Leão de Ouro em Veneza, de forma surpreendente. Desde aí o filme tem conquistado tudo por onde passa. Primeiro foi a critica a render-se, declarando-o um filme sem comparações no panorama cinematográfico deste ano. Depois foram as associações de criticos a fazerem eco disso mesmo, premiando o filme já por seis vezes neste final de ano. E por fim chegaram os Globos de Ouro, e a confirmação de um amor generalizado pelo filme com sete nomeações, onde só terá faltado mesmo a de Jake Gyllenhall.
A verdade é que muitos dos analistas declararam a corrida fechada, e ganha á partida por Brokeback Mountain, especialmente depois das primeiras sessões terem tido lotação esgotada a ponto de estabelecer um novo recorde para filmes com estreia limitada. Mas não é bem assim.
A noticia de que a Academia vetou todas as canções do filme para a próxima edição dos óscares, onde se encontrava a super-favorita, começa a levantar medos antigos. Será que a Academia está preparada para premiar um filme apologista do amor homossexual, ou os velhos tabus e o conservadorismo dos veteranos membros irá ser determinante em afastar o filme da vitória? São questões que só serão respondidas a 31 de Janeiro. Até lá Brokeback precisa de continuar a ganhar prémios, e precisa que o público americano vá ver o filme, de forma a ter um lucro minimo de 50 milhões, tido pelos analistas como o minimo exigido para se ser o grande vencedor dos óscares.
photo_10kkjl.jpg

Por fim, quando todos tinham resumido a corrida a dois, mesmo com Munich em queda, agora em Dezembro, e Brokeback com uma queda anunciada para Janeiro/Fevereiro, eis que surgiu um terceiro candidato. E que candidato.
Dois anos depois de ter atingido a perfeição com o fecho, a chave de ouro, da trilogia Lord of the Rings, que arrecadou uns impressionantes 11 óscares, Peter Jackson está de regresso com o remake do seu filme preferido, e um dos maiores marcos da cinematografia norte-americana: King Kong.
O filme supera o original em tudo e afirma-se desde logo como um dos melhores filmes dos últimos anos. Aliás, foi quando a critica viu a ante-estreia, que de repente o nome de King Kong passou a ser sinónimo de candidato. Lágrimas, titulos de filme do ano, elogios sem igual, apesar da duração gigantesca do filme, foram a imagem de marca no inicio de Dezembro. Naomi Watts era elogiada como quase nenhuma actriz tinha sido este ano, Jackson era catalogado como um dos maiores cineastas vivos, e King Kong, dizia-se, ia ser o novo Titanic. Quem não se lembra, no entanto, que Titanic esteve tão perto da tragédia como acabou por estar da glória?
Apesar das reviews fenomenais (onde há sempre, lá pelo meio, os detractores do cinema comercial, como em Brokeback havia os anti-homossexuais, que fazem os filmes parecerem menos unanimes do que são, comparando com outros como Munich) a estreia de King Kong esteve abaixo do previsto, que era igualar os numeros do primeiro Lord of the Rings. No entanto, uma estreia numa quarta-feira pode ter sido uma jogada, e só no final do fim de semana, onde se espera que o filme já tenha feito entre 70 a 100 milhões de dólares, se poderá ver a dimensão do impacto do box-office nas esperanças do filme. Porque se Brokeback depende da critica, Munich da comunidade judaica e das Guilds, o filme de Jackson depende essencialmente do público, de forma a tornar-se um sucesso de bilheteira sem igual. Com duas nomeações cirurgicas nos Globos de Ouro, o perigo poderá vir do grupo de actores, a maioria da Academia, que pode não gostar de se ver substituido por um gigante macaco criado digitalmente. Mas a obra de Jackson é hoje consensual, e a qualidade do filme está à vista de todos. Se não houver grandes uspsets (Good Night and Good Luck, Walk the Line, Match Point ou Crash) a verdade é que o duelo final será a três. Três filmes, cada qual com os seus calcanhares de Aquiles. Mas Million Dollar Baby também tinhas os seus e triunfou. Por isso, está tudo em aberto na corrida aos óscares.
andy_serkis7g.jpg

O Oscarwatching esteve ausente do Hollywood nas duas últimas semanas, por ter sido a temporada de previsões da próxima edição dos óscares. A partir desta semana regressa de forma regular, com o habitual resumo semanal do que se vai passando na corrida aos óscares. Para além desta análise, convém salientar a confirmação da queda em desgraça de Memoirs of a Gueisha e The New World, e da recuperação de Match Point e A History of Violence. Filmes como Capote, Crash e The Constant Gardener têm igualmente tido excelente recepção, com The Squid and the Whale a surpreender igualmente.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 06:42 PM | Comentários (5)

dezembro 03, 2005

Academia divulga posters da próxima edição dos Óscares

A Academia de Hollywood divulgou este fim-de-semana os posters oficiais da 78º ediçãos dos Óscares. A grande novidade deste ano é o facto de serem dois, e não um, os posters representativos da cerimónia. O modelo clássico retorna, ultrapassando assim um pouco o vanguardismo dos últimos anos, isto numa cerimónia que vai ser de novo dirigida por Gill Cates.
A edição deste ano dos óscaes terá lugar a 5 de Março. Os nomeados serão conhecidos a 31 de Janeiro, e como é habitual, de 1 de Fevereiro a 5 de Março o Hollywood fará a sua cobertura especial com tudo o que precisará de saber sobre mais uma edição do mais prestigiado prémio do mundo do cinema.
blacktuxedo9lh.jpgwhitegloves3yv.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 03:06 PM | Comentários (3)

novembro 25, 2005

Oscarwatching - A semana de Syriana

O tempo vai passando e os filmes vão surgindo. Depois de se ter confirmado o real potencial de Walk the Line e Memoirs of a Gueisha, há ainda incógnitas no ar. Como é realmente Munich? Alguém viu The New World? Brokeback Mountain será rotulado como western-gay? Good Night and Good Luck. é demasiado pequeno?
Para Syriana isso não importa. O filme de Stephen Gaghan teve uma semana e peras...
syriana-0.jpg

O filme lida essencialmente com a questão do terrorismo e da presença norte-americana no Médio Oriente. O aspecto central do filme é um agente da C.I.A que começa a perceber que há algo que ele desconhece em todo o processo em que os EUA estão envolvidos nessa zona. Começa a pesquisar por ele mesmo e descobre coisas que pensava não serem possiveis. Esse é o ponto de partida e a partir daí a história desmultiplica-se em várias personagens e no papel que elas têm no bolo que é o negócio do petróleo no Médio Oriente. O filme é dirigido por Stephen Gaghan, o aclamado argumentista de Traffic, e conta com um transformado George Clooney. E quando todos pensavam que ele ia atacar o óscar principal, há duas semanas, o site The Envelope afirmou que ele seria secundário. Rumores desmentidos, capa do Hollywood Reporter a fazer menção a esse protagonismo no filme, mas o mesmo site, duas semanas depois, diz saber de fonte segurissima que Clooney apenas vai lutar pelo óscar de secundário, onde, curiosamente, já era candidato pelo papel no seu próprio filme, Goodnight and Good Luck.
Mas o que conta essencialmente para Syriana é o aplauso que a critica lhe tem devotado nos últimos dias. Tudo começou, naturalmente, com Roger Ebert, e rapidamente a noticia espalhou-se. O filme é elogiado pela sua transparência e coragem, e pelo trabalho de Gaghan, atrás da camara e na escrita do guião.
Visto por muitos como um cavalo negro, Syriana vai começando a ganhar apoiantes. Não será nunca um filme de grande projeção e por isso é natural que entre para uma "categoria", já de si sobrelotada, de filmes pequenos que a critica tem vindo a aclamar. E ter a companhia de Crash, Capote, The Constant Gardener, A History of Violence ou The Squid and the Whale, pode complicar as coisas.
spielberg.gif

Steven Spielberg não quer fazer campanha. O realizador de Munich quer que o filme fale por si, sem necessidade de uma forte campanha mediática a apoiá-lo. Spielberg, que será provavelmente o produtor dos dois grandes candidatos - o que pode violar um pouco as regras do jogo, já que para além de produzir Munich, também produz Memoirs of a Gueisha - espera assim conquistar a simpatia de um cada vez maior número de criticos e membros da Academia que se mostram irritados com a politica agressiva de marketing dos estúdios nos últimos anos. Resta saber se o tiro não lhe sai pela culatra.
gary-hitler-75%25.jpg

Se a nivel dos actores principais nada tem mudado nas últimas semanas - o mesmo será dizer, as dúvidas continuam a ser as mesmas, as certezas continuam a ser poucas - nas categorias secundárias o assunto vai-se complicando. Gary Beach (The Producers), Frank Langella (Good Night and Good Luck.), George Clooney (Syriana/Good Night and Good Luck) juntam-se à luta com nomes já firmados há alguns meses como Bob Hoskins, William Hurt, Paul Giamatti ou Jake Gyllenhall. E com a indecisão à volta do elenco secundário de Munich, The New World ou Memoirs of a Gueisha, a questão do melhor actor secundário está mais indecisa que nunca. Apostas aceitam-se!


Por falar em apostas, a partir de segunda-feira o Hollywood volta ás suas previsões. Os nomes e as apostas referem-se ás informações recolhidas até este fim de semana. Por isso não se espantem se virem nomes na terça feira que na quarta-feira já estão fora da corrida, tal como aconteceu com Alexander no ano transacto. Ossos do ofício!

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:47 AM | Comentários (1)

novembro 18, 2005

Oscarwatching - Documentários e Filmes Animados definidos

A semana ficou marcada pela decisão da Academia de divulgar a lista dos pré-candidatos ás nomeações para Melhor Documentário e Melhor Filme Animado. No primeiro caso surpreendente é a ausência de Grizzly Man de Werner Herzog. Já quando ao universo da animação não houve novidades, mas a corrida está mais apertada do que nunca.
marchofthepenguinsq.jpg

Wallace and Gromit parecem estar claramente em vantagem. O filme animado de maior sucesso do ano nos Estados Unidos conquistou o público e a critica, e depois de vitórias em curtas-metragens em edições passadas, parece que é desta que os estúdios Aardman vão conquistar o primeiro óscar animado da sua carreira. Mas a competição é durissima, isto apesar de não haver Pixar na luta.
A Disney parece em boa posição de conseguir voltar a ter um filme nomeado. Chicken Little esteve longe de desiludir. Está a ter uma boa performance no box-office, é divertido e popular. Um candidato muito forte, tendo em linha de conta que este parece ser um ano para esquecer para a Dreamworks. Madagascar e Robots estão pré-nomeados mas nenhum dos filmes deve ter grandes hipóteses de conseguir entrar no restrito grupo de três filmes eleitos para disputar a estatueta.
Em tom mais "artistico" confirma-se o duelo entre Tim Burton e Hayo Miazaki. O primeiro aparece em boa posição já que o seu The Corpse Bride foi um grande sucesso nos Estados Unidos, fazendo de 2005 um dos melhores anos da carreira do realizador. Já Howl´s Moving Castle falhou em conseguir o mesmo impacto que os seus antecessores, mas mesmo assim nunca será uma carta fora do baralho.
Os outros filmes pré-nomeados são Valiant, Steamboy, Hoodwinked e Gulliver´s Travel, mas nenhum deles parece ter qualquer hipótese de lutar pela nomeação.
duo35.jpg

Já em relação aos documentários, a surpresa é de facto a ausência de Herzog. Um trabalho aclamado pela critica mas que não convenceu a Academia. Quem marcou presença foi o aclamado The March of the Empereur, que parte como um dos mais fortes candidatos à vitória. No entanto a luta será complexa.
Nomeado está também o aclamado trabalho de David LaChapelle, Rize, um filme que fala sobretudo de Los Angeles e que pode benificiar disso mesmo. Além disso LaChapelle é um dos nomes mais respeitados em Hollywood.
Um trabalho sobre as favelas brasileiras, Favela Rising, está igualmente entre os favoritos. Outros nomes a ter em linha de conta são Murderball, Mad Hot Ballroom e Enron: The Smartest Guys in the Room, uma excelente abordagem ao escandalo empresarial de 2004.
Os restantes nomeados são After the Innocence, The Boys of Baraka, Darwin´s Nightmare, The Devil and Daniel Johnston, Occupation: Dreamland, One Native Soil: The Documentary of the 9/11 Comission Report, Street Fight, 39 Pounds of Love e Unknow White Male.
São cinco os filmes nomeados.
Oscar%20Gil%20Cates.jpg

A semana ficou ainda marcada pelo anuncio oficial que Gill Cates vai organizar a cerimónia pela 13º vez. Cates é o realizador que mais vezes foi escolhido pela Academia para organizar a cerimónia, repetindo o feito do ano passado. Uma cerimónia polémica, graças ás suas introduções no momento da entrega das estatuetas, mas bem organizada. Os pormenores da organização serão conhecidos em maior detalhe em Janeiro, altura em que também serão apresentados os nomeados. Os óscares 2005 decorrem a 5 de Março de 2006.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 01:58 AM | Comentários (2)

novembro 11, 2005

Oscarwatching - Definem-se favoritos

O primeiro trailer de Munich ajudou a esclarecer as dúvidas. O filme de Steven Spielberg é um retrato intimista e bastante negro dos ataques terroristas de Setembro de 72, com uma contenção emocional tremenda e uma narratia bem montada. Depois de meses de rumores, agora chega a confirmação. Será muito dificil destronar Munich da lista dos grandes favoritos do ano. A questão continua a ser: quem são os outros?
posterMUNCHEN12.jpg

O jornal L.A. Times lançou um portal especial dedicado aos prémios do ano. O The Envelope abriu assim a competição com outros sites (Oscarwatch, Movie City News), mas foram os blogs dos criticos norte-americanos que estiveram mais animados esta semana, começando a listar os favoritos, quando muitos deles ainda não estrearam nos Estados Unidos.
Apesar da boa estreia no box-office, Jarhead parece ser uma carta fora do baralho. Criticas pouco positivas e falta de uma apreciação colectiva ao filme podem ter arrasado as hipóteses de Sam Mendes e do seu elenco. Pelo contrário, os screening tests de Memoirs of a Gueisha confirmam que este será um dos filmes com mais nomeações, já que em quase todas as categorias apresenta um sólido e interessante trabalho técnico. Rob Marshall pode conseguir a sua segunda nomeação e há a hipótese de uma tripla (ou mesmo quádrupla) nomeação de actores asiáticos.
Atrás de Munich e Memoirs devemos encontrar Walk the Line. O filme tem arrasado corações nos festivais, especialmente graças ao seu elenco, e a apreciação até agora tem sido bastante positivo. As últimas vagas serão uma luta entre pequenos filmes contra grandes produções, das quais ainda pouco se sabe. Ou seja, há Good Night and Good Luck., Brokeback Mountain, The Constant Gardener, Crash ou Capote a lutarem directamente contra Cinderella Man, The Producers, Oliver Twist, King Kong ou The New World.
Continua a haver muitas incógnitas nesta fase apesar dos filmes de George Clooney e de Ang Lee continuarem a ser altamente cotados. Cinderella Man tem conhecido uma recente vaga de apoio que pode mesmo servir para ressuscitar o filme, e Crash poderá ser a grande surpresa do ano.
De qualquer forma Munich continua a ser o rival a bater. Se o filme estiver pronto a tempo de ser visto pela HFPA as nomeações aos Globos estarão garantidas. E num ano em que os nomeados da Academia só serão conhecidos depois de serem anunciados os vencedores dos Globos, a importância desses prémios será tremenda.
chicken4.jpg

Na sempre interessante luta pelo óscar de Melhor Filme Animado, este ano não há Pixar. Mas não faz mal. A luta promete ser titânica e há mais candidatos que vagas disponiveis, o que promete muita emoção para o dia em que serão anunciadas as nomeações. Confirmando o seu potencial, o filme da Disney Chicken Little abriu com uns impressionantes 40 milhões de dolares no primeiro fim de semana de exibição. Coloca-se assim lado a lado com Wallace and Gromit - um dos filmes mais amados do ano - como o grande favorito à cerimónia. Mas atrás destes dois há os trabalhos artisticos de Tim Burton e Hayo Miazaki, também eles fortissimos candidatos. E para além de The Corpse Bride e Howl´s Moving Castle, é preciso contar com Madagascar e o poder que a Dreamworks tem nesta área. Para os estúdios da Dreamworks falhar o óscar num ano em que não há Pixar (Cars já é o favorito para o próximo ano) será bastante negativo.
syriana45.jpg

A polémica à volta de George Clooney continua. Depois do The Envelope ter anunciado - precipitadamente - que George Clooney afinal ia lutar por um lugar no lote de secundários pelo seu papel em Syriana, foi preciso Kris Tapley quebrar o erro colectivo em que a imprensa americana se tinha enfiado. Clooney vai mesmo fazer campanha pelo óscar de melhor actor, apesar de ser já também conhecido que o actor poderá desistir de lutar pela nomeação se vir que isso prejudica a candidatura do actor principal do seu filme, David Straiharn.
Quem também está em alta é Keira Knightley. A actriz tem recebido óptimas reviews pelo seu desempenho em Pride and Prejudice, e depois de Keaton ter abandonado a corrida, as vagas na luta pelo óscar de melhor actriz estão abertas. Knightley poderá ser uma rival de peso para o trio de favoritas, Charlize Theron, Reese Whiterspoon e Judi Dench.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:52 PM | Comentários (3)

novembro 04, 2005

Oscarwatching - Quem quer ser secundário?

Ninguém gosta de ver o seu nome aparecer em segundo lugar num genérico de um filme. Aliás a própria desingação de secundário é incorrecta. A Academia gosta de lhe chamar interpretação de "suporte". A verdade é que nunca ninguém gostou muito de ser visto como secundário. Até hoje! Com os rumores a anunciarem que Diane Keaton vai querer passar por secundária para conseguir mais facilmente o óscar, abriu a corrida aos lugares de suporte...
stone12.jpg

Desde que surgiram as primeiras noticias sobre The Family Stone que imediatamente o nome de Diane Keaton foi colocado em destaque na categoria de melhor actriz. Uma das melhores da sua geração, Keaton ainda vivia um pouco o estigma da derrota há dois anos atrás, mas tudo indicava que este ano a sua candidatura teria de ser levada a sério. Mas, de repente, os rumores mudaram por completo. Afinal Diane Keaton não quer ser "principal". E a Fox vai fazer tudo para convencer a Academia e a HFPA (Hollywood Foreign Press Association) que a diva é realmente secundária, puxando Sarah Jessica Parker - directamente chegada de Sex and the City - para a categoria principal. Porquê?
A razão parece ser simples. Até agora os elogios, as criticas, o chamado "buzz" tem criado uma pré-vencedora à categoria de Melhor Actriz: Reese Whiterspoon. A bela actriz, namoradinha da América durante bastante tempo, domina Walk the Line com a sua encarnação de June Carter Cash, o amor da vida do músico Johnny Cash. E não há ninguém que conteste o facto da sua nomeação ser já uma certeza.
Para agravar a situação há ainda o efeito "white trash girl", muito eficaz nos últimos anos, que rodeia a interpretação de Charlize Theron. A sul-africana venceu em 2003 (a Keaton curiosamente) o óscar e volta agora com uma performance igualmente poderosa em North Country. O filme não tem convencido, mas Theron já foi tão aclamada como aquando tinha sido em 2003.
Razões de sobre para Diane Keaton perceber que seria dificil ombrear com estas duas jovens e talentosas actrizes, em clara ascensão. E por isso Keaton prepara um feroz ataque ao óscar secundário. Conhecido por premiar muitos actores pela carreira - e não só pelo seu desempenho - o óscar secundário feminino vive uma clara indefinição.
Nomes não faltam, mas nenhum deles parece estar á frente na corrida. A critica gosta especialmente de Amy Adams de Junebug. Maria Bello e Rachel Weisz foram as actrizes mais aclamadas nos últimos meses. O elenco de Memoirs of a Gueisha (Gong Li e Michelle Yeoh), In Her Shoes (Shirley McLaine e Toni Collete) ou o de Brokeback Mountain (Michelle Williams e Anne Hathaway) tem de ser levado em consideração, mas podem acabar por se anular. E quanto a Scarlett Johansson ou Q´Orianka Kilcher, ainda ninguém sabe se vão surgir como principais ou secundárias na temporada de prémios. E tendo já muito "buzz" a seu favor, a produtora de The Family Stone - que se preparava para apostar em Sarah Jessica Parker ou Rachel McAdams caso Keaton fosse principal - decidiu que a probabilidade ser nomeada (e vencer) será muito maior aqui. Vamos a ver se a moda pega este ano, e se há mais alguém a querer virar secundário sem realmente o ser!

photo_0812.jpg

Entretanto parece que mais um favorito vai ficar pelo caminho. Jarhead tem recebido reviews bastante desanimadoras e o filme de Sam Mendes, para muitos um favorito claro, passou agora para o fim do pelotão. O filme é acusado de ser demasiado vago e sem sentido. Os desempenhos de Saasgard e Gyllenhall são vistos como vulgares e acaba por ser Jamie Foxx quem consegue o maior destaque. Sam Mendes volta a não convencer, dizem os criticos norte-americanos, e se não conseguir tornar-se num grande sucesso de bilheteira, Jarhead arrisca-se a passar para a história, ainda antes da estreia dos seus maiores rivais.

jacksonpeter1.jpgsteven-spielbergas.jpgimage002s.jpg

O que é que Peter Jackson, Steven Spielberg e Terrence Malick têm em comum? Certamente muita coisa, mas uma delas está a preocupar estes três realizadores bastante. Nenhum deles tem o seu filme pronto, e a data de estreia quer de King Kong, Munich ou The New World pode estar em risco.
No caso do filme de Jackson os problemas estão nos efeitos especiais e na banda sonora. No primeiro caso a Weta está a trabalhar em horas extraordinárias para ter o filme pronto a tempo de ser considerado para os Globos de Ouro. Em relação à banda sonora, a substituição de Howard Shore por Thomas Newton implicou começar tudo do zero.
Munich foi desde sempre um projecto de risco. Spielberg sabia-o, a Universal também. Mas com apenas um mês para a estreia parece que os problemas vão continuar até ao último dia. As filmagens já terminaram mas o trabalho na sala de montagem promete ser longo e complexo. Isto enquanto John Williams também ainda não tem a banda sonora do filme pronta.
Quanto a The New World o suspense é total. O filme deveria ter estreado em Novembro mas Malick decidiu adiar a estreia para Dezembro, de forma a ter mais tempo de editar o filme. Os seus métodos de trabalho impedem saber o que se passa na sala de edição do filme, mas há quem pense que Malick está em autêntico sprint para conseguir o estrear o seu filme dentro dos prazos.
Três filmes que prometem imenso, três imensas dores de cabeça para os seus autores!

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:44 PM | Comentários (4)

outubro 28, 2005

Oscarwatcing - Vencer sem campanha?

A grande noticia que chega esta semana do universo oscarwatching centra-se à volta do desejo expresso de Joaquin Phoenix em não fazer qualquer tipo de campanha à volta da sua mais que certa nomeação ao óscar de Melhor Actor. O actor confessou já que não tem qualquer desejo em fazer sessões com os membros da imprensa estrangeira em Hollywood e com alguns dos lobies da Academia, e que depois das habituais conferências de imprensa aquando da estreia - a 30 de Novembro - de Walk the Line, mas ninguém o vai ver a publicitar o seu trabalho.
Espera-se que o estúdio o faça por ele - a Fox tem uma forte campanha apostada á volta deste filme - e quanto á sua colega de filme e também provável nomeada, Reese Whiterspoon, espera-se igualmente uma campanha feroz. mas com a corrida de melhor actor cada vez mais complexa, a questão central é se é possivel triunfar sem apostar numa campanha forte, como aconteceu no ano passado com Jamie Foxx.
0_21_411_phoenix_joaquin.jpg

Num artigo para a FoxNews, Roger Friedman fala ainda do facto dos outros dois grandes favoritos ao óscar - Philiph Seymour-Hoffman e David Straiharn, não serem nomes muito conhecidos do público, e também não estarem dispostos a entrar em campanhas ferozes. Além do mais ambos vêm de filmes pequenos, tendo em conta as grandes produções do ano que começam agora a chegar ás salas, e por isso as suas próprias produtoras não têm grande espaço de manobra.
Mas se Phoenix parece estar certo (e Hoffman também, apesar de haver quem duvide do seu real potencial junto da comunidade actores, que é quem nomeia os cinco finalistas). a verdade é que a corrida está totalmente aberta. Tanto Ralph Fiennes como Viggo Mortensen, Johnny Depp, Tommy Lee Jones ou Cilian Murphy apresentam-se como representantes de filmes de pequeno orçamento que correm o risco de serem potenciais nomeaveis. E contra eles estarão os actores em destaque nos filmes do ano, tais como Eric Bana, Jake Gyllenhal, Russell Crowe, Heath Ledger, Colin Farrell e o próprio Phoenix. Será que no final o peso da campanha publicitária que já se sabe que os grandes estúdios vão fazer para promover os seus actores poderá fazer a diferença em relação aos potenciais nomeados vindos de filmes de pequena projecção? Ou, pelo contrário, será o carisma que cada um colecciona dentro do grupo de actores que faz parte dos quadros da Academia que fará a diferença? O lado para que pender a balança determinará sempre o alinhamento dos nomeados, que poderá ser totalmente diferente num caso ou noutro. Tirando aqui o exemplo de Johnny Depp e Russel Crowe, a maioria destes nomes são vistos como, ou muito jovens (Bana, Gyllenhall, Ledger, Phoenix, Murphy), ou muito fora do padrão preferido da Academia (Mortensen, Fiennes, Lee Jones, Seymour-Hoffman, Straiharn). Parecendo que não, isso poderá fazer muita diferença no final de contas. E recusar-se a fazer publicidade poderá ser um grande risco para qualquer actor, mesmo para o principal favorito.
611_11_8696.jpg

Esta semana também estiveram em destaque as nomeações para os primeiros prémios independentes do ano. Por serem organizações independentes, o seu impacto junto da Academia ou da imprensa estrangeira de Hollywood é muito reduzido. Mas estas nomeações servem para confirmar nomes e deitar outros por terra. Nos BIFA ficou confirmado o potencial de três filmes: Mrs Henderson Presents, The Libertine e The Constant Gardener. Dos três, talvez só o primeiro consiga discutir as categorias principais, mas para os actores dos outros dois filmes isto são claramente boas noticias. Já em relação aos Gotham Awards, nota positiva para o filme Crash que continua a ser falado, apesar da estreia ter já quase meio ano, e para a confirmação de Brokeback Mountain, Capote, A History of Violence e Good Night and Good Luck. como os filmes que mais provavelmente vão conquistar os prémios da critica este ano.
lev2_logo.gif

E por falar em outros prémios, em destaque estive igualmente o National Board of Review. Apesar de ser uma das mais antigas instituições a atribuir prémios, e por se ter afirmado como aquela que abre, oficialmente, a temporada, o National Board of Review (ou NBR) sempre foi misterioso por nunca realmente ninguém conhecer os seus membros. Não era uma organização de criticos, produtores ou elementos de qualquer sindicato. E esta semana a polémica estalou com alguns antigos membros do NBR a acusarem a associação de ser uma organização sem qualquer sentido, apenas com o intuito de proteger interesses pessoais. Uma polémica que promete continuar até porque os grandes rivais do NBR - as associações de criticos especializados - vão aproveitar-se certamente desta polémica para deixar bem vincado o seu habitual "ódio" em relação aos prémios do National Board of Review.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 07:11 PM | Comentários (0)

outubro 21, 2005

Oscarwatching Semanal

Começa esta semana uma nova rúbrica semanal no Hollywood. Todas as semanas, as sextas feiras servirão para fazer actualizações sobre a corrida aos óscares deste ano. E para primeira edição, novidades não faltam!

All the King´s Men está fora da corrida. Depois de ter sido apontado, durante mais de meio ano, como um dos mais sérios candidatos a conquistar os prémios de final de ano, o filme não vai competir em 2005. A Sony Pictures decidiu adiar a estreia do remake do grande sucesso de 1949 para 2006. A data é ainda incerta e ninguém soube ainda explicar o porquê da decisão. Rumores indicam que o filme não estaria pronto a tempo de estrear, e que por isso, a Sony achou melhor dar mais tempo a Steven Zaillian de preparar o filme para atacar os prémios no próximo ano. Mas os especialistas em "oscarwatching" como Kristopher Tapley parecem ter poucas dúvidas. A luta fratricidade entre All the King´s Men e Memoirs of a Gueisha podia prejudicar mais, do que benificiar a Columbia-Sony Pictures. Assim, por uma questão estratégica, os estúdios preferiram apoiar a 100% o filme de Rob Marshall em 2005, deixando as portas abertas para o filme de Steven Zaillian no ano que vem.
Quem fica a perder com tudo isto é Sean Penn, que apesar das dúvidas que se levantaram á volta do filme, era tido pela grande maioria dos especialistas como um fortissimo candidato ao óscar de melhor actor, prémio que já tinha conquistado em 2003.
king212.jpg


O filme que mais destaque tem conseguido esta semana é sem dúvida North Country. A estreia nos Estados Unidos foi mais bem sucedida do que muitos analistas previam, e a critica, apesar de dividida, não tem duvidas em louvar o trabalho de Charlize Theron. A segunda nomeação ao óscar parece estar mais do que garantida, e o sucesso do filme tem levantado igualmente uma vaga de apoio pela jovem realizadora Niki Caro, autora do também aplaudido Whale Rider.
photo_01.jpg


Entretanto The Family Stone e The White Contessa viram a sua data de estreia nos Estados Unidos alterada. The Family Stone é cada vez mais visto como a genuina comédia do ano, e a mudança da estreia de Novembro para Dezembro indica que os produtores estão a apostar forte no filme. Também Diane Keaton pode benificiar com esta mudança, confirmando-se como uma das actrizes mais cotadas do ano. Também o leque de secundários que conta com Craig T. Nelson, Sarah Jessica Parker e Rachel McAdams tem recebido alguns aplausos, o que, dependendo directamente do sucesso do filme, pode vir a ter repercursões quando os nomeados e os prémios começarem a sair.
The White Contessa continua a ser uma verdadeira incógnita. Ralph Fiennes já teve imenso destaque com o seu papel em The Constant Gardener, mas quem já viu os screenings do filme garante que ainda está melhor como um diplomata britânico cego, que trava amizade com uma refugiada condessa russa, na China dos anos 20. No entanto o filme de James Ivory é de tal forma desconhecido que não existe ainda uma ideia á volta da trama e da forma como o filme se irá desenrolar. As informações começarão a chegar lá para o final do mês, e aí se verá se o filme tem realmente potencial para ir "até ao fim".
stone9.jpg

Entretanto começam a sair os primeiros anuncios For Your Consideration. Depois do primeiro filme a apostar, bem cedo, na campanha de publicidade, ter sido o indie Junebug, agora chegou a vez dos pesos pesados do ano começarem a dar um ar de sua graça nas páginas da revista do Screen Actor´s Guild. Memoirs of a Gueisha, Brokeback Mountain, In Her Shoes e Cinderella Man abrem assim a temporada de campanha.

memoirs.jpgbrokeback1.jpg
inhershoes.jpgcinderellaman.jpg

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 05:26 PM | Comentários (0)