setembro 12, 2006

The O.C.

O passado de Ryan Atwood é tudo o que ele não quereria levar consigo para um lugar como Orange County. Mas a verdade é que, cedo, o problemático rapaz de Chino percebe que esse passado, essas raízes, vão ser o seu maior conforto e ponto de apoio para não se perder num mundo onde a realidade é inspiradora dos mais arrojados anuncios publicitários. Em Newport Beach, viver sem ostentar é um desafio à altura de poucos e a Ryan cabe a díficil missão de se afirmar pelo que é. Mas não está sozinho, pois mesmo dentro de O.C. há algumas peças que não se encaixam num mundo tão "perfeito". E há outras que precisam de se desencaixar...
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3 seasons e mais uma a caminho. Sucesso. The O.C. foi, nos últimos anos, uma das séries mais aclamadas e apreciadas da FOX e muita gente pergunta-se porquê. Afinal, parece ser a mesma história de sempre. Um cenário bonito e irreal e umas aventuras de adolescentes, pensa-se, quando se vê de relance alguns minutos. Mas veja-se melhor. The O.C. é, surpreendentemente, bem mais do que isso. Porque é inegável que o modelo básico está lá, mas é também inegável que ele é apenas um pequeno ponto de partida para uma série extremamente completa onde a qualidade das personagens, mais do que da intriga em si, atira a série para bem longe da banalidade.

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Ryan Atwood é um jovem desajustado, vindo de uma zona pobre e humilde onde é preciso trabalhar e ser esperto, desconfiado para viver e sobreviver. O seu destino é um lugar de sonho, onde a imagem vale as tais mil palavras do provérbio. E Ryan é um tipo calado, por isso a missão é díficil. Acolhido pela família Cohen, um poço de bondade no meio de um poço de riqueza, o rapaz de Chino vai tentar integrar-se no seu novo mundo. Como companhia, tem Seth Cohen, filho único de Sandy e Kirsten...também ele um total desajustado mas com a agravante de sempre ter vivido ali, isolado do mundo.
Esta dupla é desde o ínicio uma combinação vencedora. Fisicamente o oposto um do outro, a imagem de bad boy de Atwood contrasta com o miúdo certinho e magricela, Cohen, que parece ter nascido desajustado mais ou menos duas décadas no tempo. Ambos têm valores que não se encaixam em Newport e é aí que começam a ganhar a série.

O gang fica completo com a entrada em cena de duas meninas nativas de Orange County. Summer e Marissa são o casal que vai conseguir "domesticar" Seth e Ryan neste ambiente, usando de todas as qualidades de beleza e sedução que OC tem para oferecer. Mas também elas vão ser lentamente transforadas por eles, para se encaixarem nos seus valores e fugirem desse paraíso instavel onde sempre viveram. Duas histórias de amor muito diferentes mas muito bem conseguidas, acompanhadas pelos mais diversos episódiso que povoam a vida de 4 adolescentes tão diferentes mas igualmente inconformados.

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É dificil resistir ao idílico cenário de Orange County, as praias paradísiacas, corpos esculturais, carros de sonho e casas de contos de fada...Mas também é díficil resistir a pressão da nossa consciência quando esta diz "isto não é real". São duas realidades que chocam, mas que dá gosto ver chocar. É a história moralmente certa no local moralmente errado, mas tentador. Quem não cede? Cada episódio aproxima o espectador um pouco mais dos personagens e a ligação tornar-se invulgarmente forte, tão forte que por vezes até permite que pequenas falhas a nível da acção se tornem irrelevantes para continuar a acompanhar os quatro fantásticos. E com estes personagens há todo um humor muito próprio da série que consegue sempre arrancar uma boa gargalhada inesperademente, sem esquecer uma brilhante banda sonora que conta com as colaborações de Coldplay, Ryan Adams, Bloc Party, Oasis, South e muitos outros.

Vendo para além das personagens, é imperioso falar do potencial de alguns dos actores, principalmente dos mais novos, pois nomes como o de Peter Gallagher (Sandy) e Tate Donovan (Jimmy) são já minimante conhecidos. Se Mischa Barton (Marissa) ganha essencialmente pela beleza e não tanto pelo talento, já Rachel Bilson (Summer) parece ter, aos 25 anos, uma margem de progressão considerável apesar de não ter um papel particularmente díficil. Os verdadeiros achados são, portanto, os elementos masculinos. Adam Brody (Seth) é, no mínimo, admirável. Parece ter tudo o que um bom actor precisa. Carisma, um humor físico (e não só!) muito próprio, expressões faciais e corporais fantásticas e uma capacidade de transmitir emoções fora do comum. Benjamin McKenzie (Ryan) é, na opinião de muitos, o novo Russel Crowe. A cara de melancolia e tensão, as suas reacções, o olhar e o franzir de sobrolho, a imagem que passa de poder e ao mesmo tempo fragilidade são o seu cartão de visita. Não é de todo um actor banal e parece que apenas o tempo o separa de uma maior presença nas longas metragens de hollywood.


The O.C.
, em Portugal, só para quem tem TV Cabo e conta com a FOX na grelha de programação apesar da RTP ter já emitido a primeira e segunda seasons. Hórario

Publicado por Manuel António Martins às 12:00 AM | Comentários (20)

maio 17, 2006

Séries de TV - LOST

Após algumas semanas ( e um dia ) de ausência a rubrica regressa. E em grande. Porque LOST não é uma série qualquer. É, isso sim, uma série díficil para quem não consegue ter a disponibilidade de a seguir no seu PC ou nos tirânicos horários da RTP ou pela FOX. Porque perder um episódio de LOST é quase como andar no escuro durante 50 minutos. Uma série sobre pessoas, uma série sobre o improvável mas possível, com um toque místico mas um resultado real. Apaixonante.
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De JJ Abrams, o já muito aqui falado criador de Alias, e Damon Lindelof (Crossing Jordan), chega-nos esta aventura cheia de acção e suspense que traz à superficie aquilo que há de melhor e pior nas pessoas que estão... perdidas. Um verdadeiro "bando" de amigos, familiares, inimigos e estranhos tem que viver e trabalhar junto contra um cruel destino, numa remota ilha do Pacífico se quer sobreviver. Mas esta ilha reserva muitos segredos, ruídos e movimentações sombiras no interior da floresta, criaturas imaginárias (ou não) que furtivamente os observam e enchem de medo. Mas o espirito de liderança de Jack e a clareza de pensamento de Kate trazem esperança e calma, a coragem de Locke é contagiante. Mas mesmo os heróis têm segredos...
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Saido da escuridão, a primeira coisa que Jack (Matthew Fox) sente é dor. O Sol escaldante, o cheiro duma floresta de bambu. E fumo, gritos, mais dor. Do nada, vem a compreensão de que o avião em que viajava tranquilamente tinha sofrido uma horrível queda e, por sorte ou falta dela, despenhara-se numa ilha algures no Pacífico. Quando a sua visão volta a estar focada, os instintos médicos do Dr. Jack vêm à superficie: Há gente que precisa de ajuda.
Privados de tudo, os 48 sobreviventes tentam desesperadamente recolher tudo o que podem do avião em chamas. Alguns esperam claramente por ajuda, esperançosos, outros encontram a força interior que nunca pensaram ter - o caso de Kate (Evangeline Lilly), cuja primeira acção é coser, sem medo uma das feridas de Jack sem nunca na sua vida ter pegado numa agulha. E há Hurley (Jorge Garcia), o típico americano com um "nadinha" de peso a mais, mas com um fantástico sentido de humor, calma e solidariedade, que é capaz de manter a calma na mais desesperante das situações e ajudar todos os que precisam dele. Charlie (Dominic Monaghan) é uma estrela do rock em queda, que guarda um terrível segredo. E depois há Sayid (Naveen Andrews), um homem que desde o primeiro segundo tem que lutar contra a forte discriminação racial de que é alvo por parte de muitos dos sobreviventes - as suas origens e aspecto são do Médio-Oriente, mas o seu coração e atitude são provavelmente os mais fortes da série.
Sawyer (Josh Holloway) tem um ar de perigo à sua volta, as suas acções são sempre suspeitas assim como a sua atitute face a todos.Michael (Harold Perrineau) acabou de ganhar a custódia do seu filho, que não conhece pois este sempre vivera com a mãe até a hora da sua morte. Locke (Terry O'Quinn) é um homem misterioso com um passado ainda mais misterioso, mas que tem uma relação mais profunda com a ilha d que qualquer outro.

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Em termos artísticos, é importante destacar alguns nomes que me parecem destinados a sair do pequeno ecrãn. Se Terry O'Quinn está talvez já demasiado velho e rotinado em séries de TV (Alias e X-Files são exemplos) já os nomes de Matthew Fox e Evangeline Lilly, bem como o de Naveen Andrews são para fixar e provavelmente encontrar numa sala de cinema não daqui a muito tempo. São três actores de grande potencial e poder que não deveriam ser desperdiçados. Dominic Monaghan é um caso de sucesso e excusa-se de apresentações depois do seu inesquecível Pippin em Lord of The Rings.

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É no mínimo fascinante conceber uma trama destas. As relações em sociedade são complexas e anàrquicas, feitas em grupos fixos, em valores bem definidos. E construir cerca de 10 personagens tão diferentes mas tão reais, de uma forma tão completa é realmente de louvar. Colocá-las no mesmo cenário e fazê-las interagir é o momento alto da série, é o seu oxigénio. O ambiente envolvente, toda a trama que se desenrola no interior da ilha é quase um bónus, mas é um bónus feito de maneira brilhante. E é por isso que LOST é tão especial.

Publicado por Manuel António Martins às 12:30 PM | Comentários (12)

abril 11, 2006

Séries de TV - ER

Hoje em dia estão em moda e servem para tudo. Séries com a vida de um hospital como pano de fundo são sempre apetecíveis porque garantem uma acção secundária constante e nunca entediante, quando a primeira pode ser qualquer coisa. Mas por excelência, só uma série é capaz de colocar o caos que se vive nos corredores dos hospitais como acção principal, nunca se deixando ir abaixo. Não relaxem, estão no Serviço de Urgências.
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Manuel António Martins

O ritmo frenético, as linhas de acção envolventes e verdadeiras montanhas russas emocionais são os principais argumentos desta série para criar um ambiente stressante, mas poderoso e real, onde médicos e enfermeiros se confrontam com os desafios diários de um hospital numa grande cidade, desde as tão conhecidas sala de espera sobrelotadas, a falta de material e decisões de vida ou de morte, estagiários que não são o que se espera ou que precisam de mais apoio, doentes que não têm para onde ir ou como se curar fora dali... são situações que exigem dum equipa de pessoas atenção a tempo inteiro, o que se reflecte nas suas quebras pessoais e depressões. A componente psicológica desta série é fortíssima, principalmente porque não há momento algum em que o guião seja brando com as personagens, originando twists felizes ou situações improváveis que os levem a relaxar. Nesse aspecto, E.R. é tão brutalmente real que por vezes chega a ser doloroso. Mas da mesma forma que não há bons momentos gratuitos, também não devemos generalizar que a série é um inferno constante. Não, esta série trata pessoas e trata de pessoas, pelo que os momentos de felicidade que nos traz são momentos verosímeis, pequenas alegrias da vida de qualquer um de nós que também ali não são impossíveis de acontecer.
E isso é sem qualquer dúvida bom ver-se em televisão: verdade, vida, e não apenas mais uma série com qualidade mas irrealidade.

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No que toca a casting, há de tudo um pouco a dizer. Valerá a pena elogiar o papel que o brilhante George Clooney teve em todo este sucesso? O Dr. Doug Ross é um pediatra atensioso e profissonal, uma personagem mulherenga e com uma relação inconstante com Carol, normalmente bem disposto e um poço de energia: é inesquecível.
E o que dizer da quantidade de actores revelação que tem saído deste serviço de Urgências ao longo das últimas 11 temporadas? No mínimo, há que reconhecer que um trabalho bem feito, quando dado a actores com potencial, pode torná-los em grandes figuras. Facilmente poderíamos substituir qualquer uma das 4 personagens escolhidas no destaque sem alterar a qualidade...
O guionista Michael Crichton criou brilhantemente esta série de crónicas de vida e morte, numa atmosfera de grande intensidade dramática passada nas Urgências do ficcionado Chicago County General Hospital, onde cada episódio retrata o dia-a-dia de todos os que passam a sua vida a correr naqueles corredores, desde o mais excitante momento ao mais mundano, desde as pequenas alegrias até nos levar às lágrimas com um caso mais marcante. Produzida por John Wells (The West Wing), Christopher Chulack (Third Watch) e David Zabel (Jag), E.R. é uma verdadeira coleccionadora de Emmys -22 desde 1994- incluindo o de Outstanding Drama Series (1996). Entre muitas nomeações, arrecadou ainda o George Foster Peabody Award (1995), e quatro Screen Actors Guild Awards para Outstanding Ensemble Performance. A NBC vai continuar a produzir ER para a temporada televisiva de 2007-2008...ninguém irá ficar sem ser atendido!

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Noah Wyle
Dr. Jonh Carter é uma das personagens mais aclamadas da série. O publico acolheu-o como um estagiário nervoso e ansioso para provar o que valia, e viu-o evoluir para um médico confiante, inovador e sensato. Ganhou o respeito de todos.

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Eriq La Salle
Dr. Peter Benton no início da série apresentava se como um mentor duro e exigente para Carter que tentava ao máximo agradá-lo sem nunca o conseguir realmente. Um cirurgião dos melhores. É um homem de cor que encontrou vários obstáculos na sua vida e construiu uma face fria. Contudo, ao longo da série vai revelando relutantemente alguns sentimentos.
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Anthony Edwards
Dr. Mark Green, divorciado, pai babado de uma menina (Rachel), é uma personagem que vive atormentado com problemas pessoais, quer nas suas relações amorosas, quer na sua relação com os pais. Tem uma posição de relevo no hospital o que o obriga a saber conjugar amizades e decisões profissionais. Muitas vezes cede sobre pressão.

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Laura Innes
Dr. Kerry Weaver é uma mulher que se fez a si mesma, independente e boa profissional. Progride rapidamente dentro do hospital. Apesar da sua personalidade não ser bem aceite por alguns colegas, nada a derruba nem mesmo a deficiência física que a obriga a andar pelas salas e corredores de muleta.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:29 PM | Comentários (15)

abril 04, 2006

Séries de TV - Desperate Housewives

Para esta semana estava planeado um clássico, mas como o tempo para isso começava a escassear, decidimos apontar mais uma vez baterias para um grande sucesso dos últimos dois anos nas nossas televisões. Principalmente junto de um público mais feminino, mas que acabou também por arrastar muita audiência masculina para ocupar aquele lugar especial no sofá, relaxem para viajarmos atéum pequeno bairro americano ou até qualquer outro em qualquer canto do mundo. Estamos a falar, claro está, de Desperate Housewives.
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Manuel António Martins

Não sendo um fã incondicional, ou um fã casual, deparei-me com esta série quando ela já andava nas bocas do mundo. Nesse momento, senti a necessidade de procurar a razão para tão rápido e abrangente fenómeno e vi aleatoriamente 3 ou 4 episódios. Seduziu-me especialmente? A resposta é não, mas a verdade é que também não me desagradou, de modo que comecei a vê-la com mais regularidade, e ficando cada vez mais preso a uma história que inicialmente não prendia mais que a novela das 10, mas que se veio progressivamente a revelar mais densa e completa, ao ponto de me por a fazer perguntas sobre o que tinha perdido e de no fim de cada episódio deixar a pensar que algo mais do que o óbvio se passava ali.
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Mas vamos voltar ai início! Afinal, o que apela em Desperate Housewives? Em primeiro lugar, o look “soap opera”. E não, isto não é pejorativo, uma vez que o look “soap opera” tem algo que claramente joga a seu favor, que é o facto de prender qualquer espectador que queira relaxar um pouco a frente de conteúdo de fácil apreensão. Mas a partir daqui, é preciso fazer o espectador ficar sentado. O que se faz então? Arranja-se um cenário apelativo, restrito mas universal, belo na fachada mas não tão convencional quanto parece. Wisteria Lane é o palco perfeito. Depois, as personagens, dinâmicas, cada uma representando diferentes estratos, maneiras de pensar, de viver, de agir, de ser. As pequenas intrigas secundárias das suas vidinhas de vizinhança, os episódios com que o espectador se identifica, o humor simples do dia a dia e o humor possível que nos faz dizer “isto só em televisão”, mas não nos impede de rir. Já seria uma série aceitável, mas a trama adensa-se, e uma intriga principal muito maior, que envolve agentes secretos, vinganças e procura da verdade, esconde-se por detrás dos simpáticos sorrisinhos desse bairro de sonho, partindo do intrigante assassínio de Mary Alice, a omnisciente narradora da série.

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Teri Hatcher é Susan Mayer
Susan é provavelmente a personagem mais “inocente” da série, e como tal é perita em se meter onde não devia, acabando enterrada até aos joelhos em histórias complicadas e que estão bem longe do seu ideal de sossego, que apenas contemplaria aventura se esta fosse – como é – nos braços de um namorado de sonho, como é o caso de Mike Delfino (James Denton). Vive com a sua filha de 14 anos, numa relação de grande cumplicidade após ter sido abandonada pelo seu primeiro marido.

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Felicity Huffman é Lynette Scavo
Depois de ter sido uma esforçada trabalhador, o seu casamento com Tom (Doug Savant), mas essencialmente os seus 3 filhos, obrigaram-na a tomar a difícil decisão de se tornar uma mãe a tempo inteiro. Sempre preocupada com o bem estar dos seus filhos, por vezes acaba deprimida consigo mesma e com o seu casamento, mas invariavelmente acaba por se safar com sucesso destas situações. É a situação de vida mais honesta da série, e como tal a que menos arranja problemas.

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Marcia Cross é Bree Van De Kamp
Bree é a imagem da imagem. Absolutamente certinha, é de todas a mais infeliz, aquela cuja família é mais disfuncional e distante. As aparências iludem, é certo, mas não podem resolver os problemas de ninguém, só que para os Van De Kamp é já demasiado tarde para ver isso. Os seus filhos não dependem dela, o marido é-lhe infiel, as suas amigas nunca entram em intimidades com ela, mas Bree mantém o sorriso até ao final...

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Eva Longoria é Gabrielle Solis
Gabrielle é a verdadeira nouveu riche da história. Bela, poderosa, ex-modelo, casou-se com um enriquecido sul-americano e leva uma vida pacata e regalada. Não por infelicidade, mas talvez por necessidade, não consegue resistir ao seu jardineiro adolescente. A partir daqui, a espiral de acontecimentos que abana a sua vida não vai parar de crescer.

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:47 PM | Comentários (6)

março 28, 2006

Séries de TV - Prison Break

Seguindo a linha desta rubrica, que pretende alternar semanalmente um clássico com um hit recente, o Hollywood tem esta semana o prazer de apresentar uma série que está a dar os primeiros passos ainda nos States e que por conseguinte ainda não atingiu Portugal. Prison Break, com apenas 14 episódios transmitidos até agora, corre o sério risco de se tornar a série de culto mais rápida de sempre pela onde de fãs que já arrastou um pouco pelo mundo inteiro. Entrem meus senhores, e depois tentem fugir...
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M.A.M.

Uma causa antiga embrenhada num enredo genial, personagens completas, complexas e coerentes, uma crescente espiral de revelações e twists inesperados mesmo para a melhor dos thrillers de TV. Esta é uma daquelas séries que cola, não é a “soap opera” com adaptação de qualidade, em que se perdermos um episódio, o pequeno resumo do episódio seguinte servirá para nos esclarecer. Prison Break é envolvente e não permite desatenções, mas mais do que isso, é uma série capaz de nos transportar tão rapidamente para aquela prisão, que tentamos ao máximo não nos mexer ou fazer um som quando algum dos fugitivos está a fazer algo que não devia. O suspense é levado ao máximo, explorado de forma inteligente pela música e o contexto, e todos os episódios sem excepção acabam num verdadeiro momento de sufoco.
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A história parte de um móbil clássico: um irmão arrisca tudo para salvar o outro. Mas...será assim tão normal que esse “tudo” inclua uma ida propositada para a prisão?
Michael Scofield (Wentworth Miller) é um homem desesperado numa situação desesperante. O seu irmão, Lincoln Burrows ( Dominic Purcell) foi condenado por um crime que não cometeu, mas do qual foi considerado culpado duma forma astuciosa, baseada em provas irrefutáveis...mas falsas. A sentença: morte, após uma pena de 6 meses. E aqui começa o contra-relógio. Michael assalta um banco para ser preso na mesma penitenciária que o irmão, com um plano completamente louco e ao mesmo tempo brilhante para os tirar de lá. Entretanto, ao mesmo tempo que prepara a sua saída lá dentro, a ex-namoradaa de Lincoln está a tentar provar a inocência do homem que a deixou taão abruptamente. Uma acção contínua e com um ritmo intenso, que se estende por dois cenários tão diferentes é uma dinâmica que poucas séries se podem dar ao luxo de dizer que conseguiram. Lembrando o ambiente no interior da prisão evocado em Shawshank Redemption, Prison Brake procura ser um pouco mais súbtil, mas consegue ainda assim passar uma imagem verdadeira da tirania dos guardas prisionais, das lutas entre grupos de presidiários, dos suburnos, da violência física e psicológica...

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Michael Scofield (Wentworth Miller)
Um improvável detido, Michael era um jovem recém formado, com uma vida e trabalho estáveis, até que decide assaltar um banco. Não precisava de dinheiro, nem tão pouco estava a perder a cabeça: simplesmente queria salvar o seu irmão a todo custo, e para isso teria de sacrificar uma parte da sua liberdade. Brilhante em raciocionio matemático, em conhecimentos de química e farmacologia, Michael é a verdadeira cabeça dum plano arrojado e engendrado ao segundo para conseguir chegar a verdade.
...E Wentworth Miller é um nome a fixar.

Lincoln Burrows ( Dominic Purcell)
Preso injustamente, Lincoln é um homem solitário e resignado com a morte...até que o seu irmão o encontra na prisão e lhe revela o seu plano. Paralelamente, ganha um novo folego de vida quando reencontra o amor do seu filho, conseguindo explicar-lhe a verdade, o mesmo acontecendo com a sua ex-namorada, a determinada advogada Veronica Donovan (Robin Tunney).
Purcell é um nome conhecido nas séries da FOX, personagem principal de “John Doe” que é transmitida diariamente por esse canal.

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Dentro da prisão, os dois irmãos irão encontrar um pouco de tudo. Desde o valioso Sucre (Amaury Nolasco), companheiro de cela de Michael e fiel amigo, passando por T-Bag (Robert Knepper), um racista e problemático assasino que lhes dificulta várias vezes a vida, John Abruzzi (Peter Stormare), um mafioso que se torna peça chave do plano, e o velho Westmorland, que reza a história guardou uma avolutada soma de dinheiro para quando fugisse...E para que não faltasse a presença feminina, a Dra Sara Tancredi (Sarah Wayne Callie), responsável por tratar os diabetes de Michael enquanto médica da prisão, vai-se aos poucos tornando cúmplice deste plano. E é misturando estes ingredientes humanos que o passaporte para a liberdade se escreve, de forma lenta e perigosa, mas de tal forma genial que é impossível não torcer por um bando de criminosos...

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 09:29 PM | Comentários (87)

março 21, 2006

M.Séries de TV - The Simpsons

Falar de séries de TV e não falar da família mais amarela do mundo é quase um crime. Deviam mesmo ter sido os primeiros a inaugurar este espaço, por tudo o que nos têm dado ao longo dos últimos dez anos, por todas as gargalhadas de humor físico e social e genial. Por apontarem sarcásticamente o dedo a todos os podres da América (e do Mundo, para não pecarmos por redutores!) e se rirem com gosto, ensinando-nos a rir com eles, os Simpsons nunca serão esquecidos.
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M.A.M

Há muitos anos atrás, quando Matt Groening começou a esboçar aquela careta reguila de Bart, estava longe de imaginar o que estava a despoletar. O mundo nunca mais seria o mesmo depois dos Simpsons sairem à rua, e isto não é uma frase feita: francamente, tentem imaginar-se sem nunca terem visto um episódio sobre o dia a dia daquela cidadezinha “banal” que é Springfield? É impossível, eu sei. Porque naquele cantinho do mundo, moram todos os cidadãos do mundo duma forma tão óbvia e tão hilariante que a realidade com que contactamos é a mesma do telejornal que passara umas horas antes (ou depois, os Simpsons hoje passam a qualquer hora!), mas vista pelo seu lado mais cómico e positivo, que nos ensina a aceitar com boa disposição o que não podemos mudar.
Já são mais de 16 temporadas, ao longo das quais a série consegue manter-se fiel a si mesma. Claro que o estilo foi mudando, de forma mais ou menos paralela às questões mundiais mais relevantes. Ou seja, a dimensão política ou social de cada temporada vai variando ao sabor do mundo, e ver episódios da época do 11 de Setembro é totalmente diferente de ver episódios das primeiras 4, 5 temporadas. Mas aí é que está parte da mágica destes Simpsons: nunca perdem a graça, nunca se tornam um humor repetitivo nem politicamente correcto.
Entretanto, Groening retirou-se para a Produção Executiva, deixando no seu lugar dois fiéis seguidores, James L. Brooks e Al Jean, que até hoje nunca deixaram ninguém desiludido e que precisamente por trabalharem com ele há já tanto tempo não conseguem falhar.

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Lisa Simpson
A menina mais velha dos Simpsons leva muito de ambos os pais: de Marge, a simpatia, o respeito, o carinho e a vontade de trabalhar. De Homer, leva o nome de família. A mais inteligente e consciente da casa, senão da cidade, Lisa sente-se muitas vezes num mundo à parte pois é a única que tem a consciência moral do que realmente se passa à sua volta, e tenta até ao último fôlego defender aquilo em que acredita. Invariavelmente, consegue não o fazer, mas acaba por ensinar qualquer coisa aos que estiverem perto dela. Apesar de todo o seu bom senso e calma, Lisa tem os seus momentos de explosão as quais ninguém consegue responder, nem mesmo a peste do seu irmão Bart. Toca saxofone ao velho estilo de Springfield e, como todos os Simpsons, prova a sua existência com um amor incondicional aos cartoons na TV.

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Marge Simpson
Ela é a típica Dona do Lar, mãe dos meninos, feliz com o pouco que tem. Por vezes, como tantas vezes acontece no mundo real, tenta emancipar-se e dar um novo rumo à sua vida caseira, mas no fundo chega sempre à mesma conclusão: aquela família precisa do seu bom senso, calma e compreensão, e deixar por um segundo os seus filhos (e principalmente o seu marido) sozinhos pode levar a grandes distúrbios numa já de si nuclear cidadezinha.

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Bart Simpson
A par de Homer, Bart é um verdadeiro ícone pop dos anos 90 e promete perpetuar-se por mais algumas décadas. O típico bad boy da escola primária, Bart é terrivelmente mal comportado, de pensamento ausente, irascível e irresponsável. Consequentemente, é brilhante em tudo o que faz e não menos hilariante. Como todos os Simpsons, consegue ser um génio quando é preciso. Só não lhe peçam que o faça na escola, pois isso é impossível para Bart. No fundo, apesar da sua família ser um “bunch of weirdos” – o facto das suas primeiras palavras terem sido “Aye Caramba” não prova em nada que seja ele weirdo e não eles – Bart adora todos os restantes Simpsons, e eles sabem-o. E claro que ele se aproveita disso para quando é preciso...

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Homer Simpson
O pai de todos os Simpsons, o símbolo da América no seu lado mais ingénuo, louco, estranho, mal educado, mobilizador, infantil, influenciável, compulsivo, impulsivo, repulsivo. Adorável. Todos gostamos do velho Homer, porque ele é tão perfeito nas suas imperfeições que se torna verdadeiramente irresistível. Ele é a imagem de Springfield em tudo o que se deve ser e não ser. De adorado pelas suas ideias insanas e astronómicas, capazes de arrastar toda a cidade atrás de si, passa rapidamente a odiado e insultado quando no final tudo corre de forma desastrosa. Era de esperar que aprendesse alguma coisa com isso. Mas graças a Deus que não aprende nunca...E já lá vão 11 temporadas...!

M.A.M

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 10:48 AM | Comentários (7)

março 14, 2006

Séries de TV - House M.D.

Há já muitos anos que as séries de televisão têm vindo a ganhar o seu espaço, senão mesmo para muitas delas, o seu lugar de culto. Será que a TV deve ser vista como uma concorrente ao cinema, ou uma alternativa, tanto em termos de formação de actores, no lado mais técnico, como de continuidade de histórias e personagens a que nos afeiçoamos, pelo lado mais emocional?
E porque não, em vez de alternativa ou concorrência, lhe chamamos cooperação? Talvez seja o mais certo e menos ofensivo para qualquer um deles, tão diferentes e tão equivalentes, em relação ao qual cada um de nós deve saber conjugar com as medidas certas e de acordo com os nossos gostos.

Esta semana, começamos por um fenómeno da FOX que já conquistou o seu espaço nas casas portuguesas. Podem entrar já, não há ninguém na sala de espera...
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Quantas vezes já não nos vimos obrigados a ir a um hospital ou a um consultório para diagnosticar rapidamente algo que dói de uma forma estranha, ou uma tosse que não nos abandona dias a fio, ou dores musculares que não passam, ou algo que provoca uma comichão irritante, ou um hematoma que em vez de diminuir continua a crescer...? A resposta deve ser “algumas”, “poucas”, “nenhumas”... Mas o que interessa aqui, não são as raras vezes que somos obrigados a fazer esta visita ao Sr. Doutor, quebrando a nossa rotina, mas sim todos esses “raramentes” que o Sr. Doutor tem de de ver todos os dias, a toda a hora, de forma mais ou menos importante – os nossos quase nunca são o seu sempre. E então?, perguntam vocês - É o trabalho dele, tratar gente, que há de tão especial nisso?
...Perguntem isso a Gregory House.
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Se estão à espera de uma série de médicos como o E.R. de Clooney desenganem-se, porque este House Medical Department é um universo completamente diferente. Não há macas a entrar e a sair, enfermeiros ensanguentados, operações em grande estilo e decisões de um segundo a decidir a vida e a morte. Não, em House somos confrontados, acima de tudo, com o homem e só depois com as circunstâncias de uma vida hospitalar. Génio, louco, estranho, afável, desafiador, distante, consciente, pragmático, irresponsável. É provavelmente o médico com características mais bipolares da história da TV, e porque não ousar, da realidade?
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Depois de um acidente cardio-vascular lhe ter retirado parte da musculatura da perna direita e de ter sido incapaz de tomar a decisão correcta para se salvar, o homem por detrás do médico transformou-se. Criou à sua volta um manto de profissionalismo e impessoalidade para se proteger dos outros, para esconder o seu complexo de inferioridade que é inversamente proporcional ao seu génio. Prova-o a cada episódio, vivendo sob a filosofia que todos os doentes mentem, porque mesmo no consultório médico o sigilo profissional é incapaz de libertar os doentes do sigilo da vergonha social. De onde vem a verdade então? Da mente, sempre da mente. É aqui que entra em acção o cenário médico da série: o Departamento de Diagnóstico depara-se regularmente com pacientes cujos sintomas são anormais, estranhos e desconexos. Para chegar à solução, House reúne-se com a sua equipa de jovens colaboradores, onde se contam Cameron, Chase e Foreman, cada um deles com as características necessárias para complementar o que por vezes escapa ao seu mentor.
Tentativa e erro é a técnica: se curar, então é porque estavam certos. Se falhar, é porque não estavam e os riscos são para correr. Viver está nas mãos e na cabeça destas personagens que elevam a medicina a arte, algures entre a certeza absoluta da matemática e as questões mais filosóficas.
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O britânico Hugh Laurie empresta a Gregory House uns electrizantes olhos azuis e uma expressão que exala sempre loucura mas genialidade, um coxear genuíno e cansado, uma atitude altiva e segura se de si mesma, mas um semblante frágil e perdido quando é um momento de reflexão que se pede. Não foi com certeza por acaso que teve recentemente direito a uma nomeação para o Emmy de Outstanding Lead Actor.
Condimentada com um humor sarcástico fenomenal, ao longo de 24 episódios por season vamos conhecendo pouco a pouco o fabuloso Gregory House, o homem por detrás do médico, de alma e coração deixados em pedaços que cirurgia nenhuma poderia corrigir. Só a vida e a arte de salvar vidas o podem salvar a si mesmo.

Cameron ( Jennifer Morrison )
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“You’re here because you’re pretty”
Foi a justificação de House quando a jovem o confrontou com a pergunta do porquê da sua escolha ter recaído sobre ela quando havia tantas alunas melhores no seu curso. A frieza de House contrasta com o calor que emana desta jovem interna, sempre a mais preocupada com os pacientes e com o que eles possam estar a sentir para além das dores físicas que os prendem à doença.
É graças a essa preocupação com os outros que Cameron é a única que se aproxima gradualmente de House, tentando percebê-lo e ajudá-lo. A ligação entre os dois é inevitável, mas as barreiras do médico são demasiado poderosas.

Chase ( Jesse Spencer )
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O jovem australiano é provavelmente o mais parecido com House no que toca a chegar ao raciocínio certo, mas nunca tem a coragem suficiente para o formular e por em prática. Fica quase invariavelmente preso à dúvida, o que não o permite alcançar um estado ainda mais elevado enquanto médico. É também o mais ambicioso, o que o leva a cometer erros demasiado graves, tanto com os pacientes como com os colegas, chocando muitas vezes com os restantes elementos do trio e com o próprio House.

Foreman ( Omar Epps)
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É calmo, pragmático, de raciocínio claro e inteligente, apesar de não ser brilhante. Quando a solução foge à vista dos outros, é ele quem mais regularmente lança uma luz sobre o assunto, ainda que não chegue logo à solução. House confia bastante no seu trabalho e na sua entrega, e sabe que Foreman é o tipo de pessoa que não desilude. É o seu ponto de segurança.

Dr Lisa Cuddy ( Lisa Edelstein )
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A directora do Hospital é quem conhece House há mais tempo e a relação entre eles ultrapassa em muito o regular patrão/empregado. Ela sabe que esta é a peça mais preciosa do seu tesouro e permite-lhe quase tudo, apesar de não serem raras as vezes em que se zanga com ele. House respeita-a, apesar de todas as liberdades que tem, e tem com ela uma amizade forte, mas silenciosa. Os momentos de tensão sexual entre os dois são invariavelmente hilariantes.

Dr Wilson ( Robert Sean Leonard )
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O companheiro inseparável, aquele a que House conta realmente quase tudo o que o seu Ego lhe permite contar. Nunca, em qualquer situação, mesmo pondo em perigo a sua reputação e lugar, Wilson cedeu ou se acobardou quando era preciso defender House e a sua controversa posição e atitude. É acessível e prático, apesar de não ser um médico exuberante. A competência e simpatia são o seu cartão de visita.


Onde e Quando?

Na FOX, para quem tem TV Cabo - diariamente às 23h
Na TVI - Quintas-feiras, às 24h

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M.A.M

Publicado por Miguel Lourenço Pereira às 08:31 PM | Comentários (18)